A importância de Busquets e de Neuer nas renovadas Espanha e Alemanha, que definem o futuro na Copa

Espanha e Alemanha são duas campeãs recentes que viveram trajetórias pós-título semelhantes. Chegaram ao topo do mundo e tombaram em seguida. Agora, seus processos de reconstrução chegam a um momento decisivo: o de confirmar a vaga nas oitavas e evitar o fantasma de uma nova eliminação precoce. Em ambos os lados, a missão está nos pés de equipes rejuvenescidas, mas lideradas por um remanescente da fase vitoriosa.

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O desafio da Espanha de Sergio Busquets, que hoje enfrenta o Japão, às 16h, é mais fácil. Afinal, um empate garante sua presença na próxima fase. Mas a equipe dirigida por Luis Enrique colocou para si uma meta mais ambiciosa. Não apenas avançar, mas fazê-lo com um futebol bem jogado, que sustente voos maiores. Para isso, o meio-campista é peça central.

A importância do volante campeão do mundo em 2010 e da Euro em 2012 não é apenas pela braçadeira de capitão e pelo respeito que os jovens têm ao seu currículo. O mapa de calor de Busquets nas duas partidas da Espanha no Mundial ajuda a explicar. Seus pontos de maior presença estão em todo o meio de campo: no centro, na esquerda, na direita, mais à frente e mais atrás. Num time que pratica uma versão 2.0 do tiki-taka — com movimentação intensa e troca rápida de passes baseada nas triangulações — o jogador do Barcelona naturalmente vira um termômetro. Tanto por ter acompanhado o processo desde o início como pela liderança também exercida no clube catalão, base da convocação de Luis Enrique.

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Busquets nunca foi o alvo preferido dos holofotes na Espanha. Sempre foi aquele jogador que passa despercebido da badalação, cuja importância é reconhecida apenas na ausência. E o cartão amarelo recebido por ele contra a Alemanha gerou um temor no país. A ponto de a imprensa ter especulado, nos últimos dias, que ele seria poupado diante do Japão para não correr o risco de ficar fora das oitavas. Mas, de olho no primeiro lugar do grupo, o técnico Luis Enrique nega que vá arriscar abrir mão desse objetivo:

— Não vamos especular com nenhum jogador ou alguém para poupar. Temos que ganhar o jogo. Estamos numa posição com certas vantagens, mas não temos intenção de especular para sermos os primeiros.

Neuer irá bater recorde

Na Alemanha, que no mesmo horário enfrenta a Costa Rica, a inspiração vem de trás. O capitão Manuel Neuer foi parte da espinha dorsal da equipe campeã do mundo em 2014 e segue com a mesma importância nesta nova geração, que não pode sonhar com nenhum outro resultado que não seja a vitória.

O goleiro, que revolucionou a posição no futebol mundial na primeira metade da década passada, segue entre os melhores temporada após temporada. É parte do time com a bola nos pés, permitindo que a equipe jogue mais adiantada.

No Catar, contudo, tem aparecido mais com as mãos. Isso porque a equipe não começou bem no Mundial e o obrigou a fazer muitas defesas.

Independentemente do resultado, o jogo de hoje será um marco para ele. Neuer se tornará o goleiro que mais vezes atuou na história das Copas. A partida contra os japoneses será a sua de número 19. Com isso, ele deixa para trás o brasileiro Taffarel e o também alemão Sepp Maier, ambos com 18. Caso não siga em frente no torneio, ele pode ser ultrapassado ainda nesta edição, já que Hugo Lloris, da seleção francesa, soma 16 partidas. Ele poderia ir a 20 caso os Bleus cheguem à decisão, no próximo dia 18.