Ilha mítica é capítulo à parte na decisão do mundial de surfe feminino

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Arquibancada no alto, paredão de pedras à esquerda e nas direitas a lendária onda de Honolua (WSL/Kelly Cestari)
Arquibancada no alto, paredão de pedras à esquerda e nas direitas a lendária onda de Honolua (WSL/Kelly Cestari)

Por Emanoel Araújo e Guilherme Daolio

Em contos da cultura polinésia, é comum encontrar Maui como um semi-deus que tinha o anzol tão forte que fisgou o sol e, com a outra ponta da linha, puxou uma ilha das profundezas do Oceano Pacífico. A ilha do arquipélago do Havaí, une o que há de mais exuberante na natureza.

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Dos 3 mil metros da boca de vulcão até os 20 pés de ondas gigantes nas praias de Jaws, tudo parece fantástico. Nas areias de Honolua Bay, a australiana Stephanie Gilmore e a americana Lakey Peterson escreverão o último capítulo do surfe feminino em 2018.

Não se engane pela beleza em volta. Dentro da água, esta última etapa no Havaí já decidiu os últimos quatro títulos mundiais. A ‘grande final’ acontece na ilha desde 2014.

Naquele ano, três atletas podiam vencer o mundial. Até então pentacampeã mundial, Stephanie Gilmore foi eliminada precocemente e torceu para a havaiana Carissa Moore vencer Tyler Wright nos últimos minutos da final. Segundo Stephanie, este título (fora da água e na torcida) foi o mais difícil de sua carreira.

Em 2014, Carissa Moore (à esq.) venceu etapa, para alegria do 6º título de Stephanie (centro); Tyler (à dir.) perdeu a final e adiou a conquista inédita (WSL/Kelly Cestari)
Em 2014, Carissa Moore (à esq.) venceu etapa, para alegria do 6º título de Stephanie (centro); Tyler (à dir.) perdeu a final e adiou a conquista inédita (WSL/Kelly Cestari)

Na próxima semana, a disputa será entre a líder do ranking Stephanie Gilmore e uma estreante na briga, Lakey Peterson.

Para a americana, o título só será possível contando com uma má campanha da adversária.  A dona da lycra amarela não pode chegar entre as quatro melhores da competição. A eliminação precoce abriria caminho para Lakey que, se vencer o evento, empatará em pontos com a australiana.

Após a decisão da etapa, as duas melhores da temporada disputariam uma “superbateria” mulher a mulher, para definir a campeã.

2002 e a incrível vitória do Brasil

 

Única brasileira a vencer em Maui, Jacqueline Silva foi protagonista de uma dessas finais que só podem ser história da mítica ilha.

Com duas notas boas (média de 8 pontos), a catarinense viu a força da onda levar sua prancha para as pedras. Sem um equipamento reserva por perto, ela passou os dez minutos finais boiando na água. Durante esse tempo, a ‘secada’ na adversária deu certo. A australiana Pauline Menczer não conseguiu virar o placar, apesar de surfar sozinha as longas direitas de Honolua.

Com esta vitória, Jacque terminou a temporada de 2002 em segundo lugar no ranking. Um feito e tanto para o esporte e para as surfistas brasileiras.  

2018 e a esperança brasileira

Nesta temporada, não será possível o Brasil repetir o feito de Jacqueline. A melhor brasileira no ranking é Tatiana Weston-Webb, na 3ª colocação. Mesmo que vença o evento, Tati não alcança Lakey Peterson. Mas a vontade de vencer seu primeiro evento no ano é combustível para superar as quartas de final de 2015, que foi o seu melhor resultado por lá.

Com tanta história em um só lugar, o Yahoo Esportes garante emoção e um show de surfe nos horários e dias abaixo.

  • O que: 10ª e última etapa, Beachwaver Maui Pro

  • Quando: De 25 de novembro a 6 de dezembro, 1ª chamada às 14h (horário de Brasília)

  • Onde: worldsurfleague.com, Fan Page da WSL, ESPN Extra ou WatchESPN

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