Igor Julião elogia concorrência no Fluminense, exalta Xerém e prega pés no chão no Brasileirão

Luiza Sá
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Pouco utilizado até o início do Campeonato Brasileiro, Igor Julião conquistou a lateral-direita após a venda de Gilberto para o Benfica (POR). Depois, chegou a perder a vaga para o jovem Calegari, revelação das categorias de base do Tricolor, mas nos últimos sete jogos tem sido titular absoluto do técnico Odair Hellmann. Líder do Fluminense em assistências na competição nacional, o jogador exaltou a disputa com o atual concorrente em entrevista ao LANCE!. O defensor deve iniciar jogando novamente na partida deste sábado, pela 19ª rodada, contra o Fortaleza. O duelo, no Castelão, às 21h, terá transmissão em tempo real no L!.

- Gilberto é um amigo, um grande jogador, que tem todos os méritos por estar em um grande clube na Europa. Nós trabalhamos muito e agarramos a oportunidade para mostrar que poderíamos suprir a ausência dele. Nosso elenco é muito bom, muito parceiro, fico feliz de ver o Calegari surgindo tão bem também, pois eu saí de Xerém e sei quão especial é vestir essa camisa. O importante é nos ajudarmos, quem está fora dá força para o companheiro em campo, pois nosso único objetivo é ver o Fluminense vencer. Esperamos manter uma regularidade para chegar na reta final brigando por grandes objetivos - avaliou o lateral.

Com relação aos objetivos, inclusive, Julião ecoa um discurso geral dentro do Flu para frear qualquer empolgação com o bom momento: é preciso dar um passo de cada vez. Caso vença fora de casa, o Tricolor se mantém no G4 e igualará a campanha no primeiro turno de 2015. Ou seja, a terceira melhor em todas as edições da Série A com o formato atual. Caso aconteça, 2020 fica atrás apenas de 2012 (2º) e 2010 (1º), anos em que o Flu acabou campeão.

- Vamos seguir pensando jogo a jogo, tratando cada jogo como o mais importante. O Campeonato Brasileiro é muito equilibrado. Uma sequência boa te joga lá em cima, assim como uma sequência ruim te coloca lá pra baixo. Temos que manter os pés no chão, seguir trabalhando e, assim, vamos nos mantendo na parte de cima da tabela - afirmou.

Eleito entre os melhores da posição pelas notas do tradicional prêmio Bola de Prata, da ESPN, Igor Julião ainda enfrenta certa resistência por parte da torcida. Formado em Xerém, esta é a terceira temporada dele com mais partidas pelo Fluminense, perdendo para 2019, com 23, e 2013, com 22. Mais experiente em 2020, este pode ser o momento de o lateral-direito se firmar no clube que o criou. Assim como ele, muitos outros jovens das categorias de base tem recebido oportunidades com Odair. Aos 26 anos, Julião cita uma emoção ao ver um jovem subir ao profissional e exaltou o Tricolor.

- O Fluminense sempre deu muito espaço para os garotos da base, é uma filosofia de sucesso, trabalho muito bem feito desde as categorias de base até o aproveitamento no profissional. Pra mim é especial, pois sempre passa um filme na cabeça, sei o quanto esses meninos lutaram pra chegar ao profissional e realizar o sonho de vestir essa camisa. O conselho é ter confiança, não deixar de trabalhar nunca, ouvir os mais experientes e saber que a cada dia pode evoluir mais. Esses jovens têm a sorte de estar em um grande clube como o Fluminense e têm de aproveitar ao máximo cada dia. Eu amo esse clube, é a minha vida, e fico feliz quando vejo jovens cheios de esperança que pensam assim, que tenham orgulho de estar no Fluminense - completou.

Igor Julião - Fluminense
Igor Julião - Fluminense

Julião contra o Bragantino (Foto: MAILSON SANTANA/FLUMINENSE FC)

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O Fluminense tem tido uma consistência defensiva muito interessante, mas ainda peca em detalhes importantes. Como minimizar essas falhas?

Temos que trabalhar cada dia mais para minimizar os erros. Nosso elenco é qualificado, tem disputas abertas em todas as posições. Isso acaba elevando o nível de todo mundo. Vamos procurar uma consistência defensiva porque sabemos que lá na frente temos grandes jogadores que decidem jogos.

O Fluminense acabou eliminado da Sul-Americana e da Copa do Brasil, mas a parte positiva é que terá mais tempo para treinar. Como vinha sendo essa maratona e qual o impacto possível dessas semanas livres na briga pelo G4?

Vivemos um ano atípico, em que tivemos que trabalhar muito para recuperar físico, técnico e emocional. Com o calendário apertado, há pouco tempo para treinar, dá só para fazer recuperação entre os jogos e olhe lá. O lado ruim é estar fora das competições que gostaríamos de estar disputando, mas ter mais tempo para treinar e descansar ajuda muito. Estamos procurando aproveitar ao máximo essas semanas para colocar em prática o que o Odair e a comissão técnica nos passam, para melhorarmos os pontos necessários e estarmos com a parte física em dia. Esperamos que isso nos deixe mais fortes, para que possamos estar focados 100% em fazer um grande Campeonato Brasileiro.