Debutante em Olimpíada, Iêda Guimarães vai a Tóquio pós-Covid-19

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Iêda Guimarães no Pan-Americano de Lima, em 2019 (Jonne Roriz/COB)
Iêda Guimarães no Pan-Americano de Lima, em 2019 (Jonne Roriz/COB)

O ditado popular “todo cuidado é pouco” se encaixa perfeitamente em tempos de pandemia. No Brasil, a segunda onda da Covid-19 já colaborou para que o país passasse de 500 mil vidas perdidas. Distanciamento social, uso de máscara e vacina são medidas primordiais para combater o mal que assola o mundo.

Neste contexto, a atleta carioca Maria Iêda Guimarães, de 20 anos, classificada antecipadamente há dois anos para a Olimpíada de Tóquio no pentatlo moderno, foi pega de surpresa. Após tomar a primeira dose da vacina, ela testou positivo para Covid-19. Para sua sorte não teve sintomas e cumpriu quarentena mais alerta ainda. Seguiu total precaução de novos exames e consulta médica.

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“Após um teste de rotina fui surpreendida bem perto da prova. Sempre tomo todo cuidado do mundo. Mas infelizmente o teste deu positivo. Agora estou ainda mais precavida com a saúde. Sua condição física tem de estar impecável, pois vai competir duro”, conta Iêda.

As provas acontecem entre 5 e 7 de agosto no Musahino Forrest Sport Plaza e no Estádio de Tóquio. As disputas da modalidade são compostas por 200 metros de natação, enfrentamentos de esgrima, uma prova de 12 obstáculos em um percurso de 350 a 450 metros de hipismo e o laser-run (3,2 km de corrida, com quatro paradas para tiros a cada 800 metros em um alvo instalados a 10 metros de distância do atleta).

No entanto, superar desafios do ser humano já faz parte da vida da atleta, que também é estudante de arquitetura. Um mês após obter sua classificação no Pan-Americano de Lima, em 2019, sofreu contusão. Comemorou como vencedora o feito da vaga, mesmo ficando em quarto lugar. Mas depois, veio a fratura no pé no dia do aniversário em agosto. Teve de imobilizar o local, mas mesmo sem necessitar gesso, já começou a exercitar sua resiliência.

Apesar de já ter seu nome entre os seletos 72 atletas que vão participar dos Jogos, Iêda terá novas provações e muito treino pela frente. Pois o Brasil conquistou a única medalha no pentatlo moderno com a pernambucana Yane Marques em 2012, nos Jogos de Londres. Aposentada, Marques faz às vezes de guru de Iêda. Elas conversam por telefone sobre as competições.

Para 2024, haverá novo formato da modalidade sugerido pela UIPM (União Internacional de Pentatlo Moderno). A entidade propôs ao COI (Comitê Olímpico Internacional) reduzir a prova das atuais cinco horas para 1h30. Além de incluir a disputa mista. No momento, é disputada por atletas individualmente no masculino e feminino. Torneios da atualidade já vem, porém, aplicando a experiência de competidores de ambos os sexos juntos.

Origem

A modalidade surgiu na Grécia Antiga em 708 AC (Antes de Cristo). O evento reunia as habilidades físicas do imperador. O vencedor ganhava prestígio na sociedade. Era aclamado em público Victor Ludorum, o vencedor dos Jogos. O barão de Coubertin, fundador dos Jogos Olímpicos da era moderna, estimulou a realização do pentatlo moderno, que estreou nas Olimpíadas de 1912, na Suécia.

Coubertin inspirou sua criação em soldados da cavalaria no século 19. Os militares montavam, corriam, lutavam com espadas, nadavam.

Hungria, Suécia e Rússia são os maiores vencedores da modalidade, que teve a primeira presença feminina em 2000, na Austrália. A própria Austrália e o Brasil são os únicos medalhistas do hemisfério sul.

A seguir um pouco mais da história da atleta, que é apoiada pelos programas do governo, e tem a patente de terceiro sargento da Marinha. 

Yahoo Esportes: Como você iniciou sua trajetória no pentatlo moderno?

Ieda Guimarães: Foi aos nove anos, participando do projeto Penta Jovem, no Rio, indicado por um conhecido de meu pai. Meu irmão mais velho e minha irmã gêmea também participaram, mas apenas eu continuei. Ele decidiu estudar e ela ficou apenas na esgrima. Apesar disso, eles me apoiam muito. Sabe que sou apaixonada pelo esporte.

O que você sentiu após conseguir a classificação no Pan de Lima?

Ieda Guimarães – Comemorei muito mesmo sendo quarto lugar, a ficha não havia caído. Foi um mix de emoções na minha vida. Senti-me muito realizada.

Você acredita na chance de uma medalha em Tóquio?

O pentatlo é uma prova que oscila muito. São cinco esportes com somatória e todos têm chance de vencer. Sei que a prova bem feita será daquele que tiver menos erros.

Qual a importância do esporte na vida de uma pessoa?

O esporte é vida, saúde. Além de trazer benefícios físicos, nos proporcionam outras coisas como os relacionamentos, as amizades. Ter disciplina e ainda oportunidades.

Nas horas de folga no esporte, treinos, você tem algum hobby?

Gosto muito de jogar vídeo game. Mas de folga, adoro mesmo ficar junto de minha família.

Você tem algum ídolo no esporte?

Minha maior motivação é a família. Sempre me apoiam. Se choro, eles choram comigo. Se dou risadas, eles compartilham comigo a felicidade.

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