iFood cria fundo de R$ 1 milhão para auxílio a entregadores com coronavírus

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RESUMO DA NOTÍCIA

  • Startup brasileira de entregas de refeições anunciou a criação de um fundo de R$ 1 mi para ajudar os entregadores que entrarem em quarentena ou contraírem coronavírus.

  • A empresa informou que o fundo será gerido com ajuda da ONG Ação da Cidadania, que será responsável pela distribuição de recursos aos entregadores.

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O iFood, startup brasileira de entregas de refeições, anunciou nesse sábado (14)  a criação de um fundo de R$ 1 milhão para ajudar os entregadores que entrarem em quarentena ou contraírem o novo coronavírus.

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A informação foi divulgada pelo jornal O Estado de S.Paulo, segundo o qual a notícia foi revelada por Diego Barreto, diretor financeiro da startup. A empresa informou que o fundo será gerido com ajuda da ONG Ação da Cidadania, que será responsável pela distribuição de recursos aos entregadores.

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Barreto explicou que, após demonstrar por atestado médico ou via telemedicina que está com sintomas, o entregador vai receber “alimentos ou uma quantia, para sua subsistência alimentar e a de sua família, com ajuda da ONG, durante 14 dias”.

Segundo o executivo, os detalhes ainda serão definidos ao longo desta semana. Em comunicado, a empresa afirma ainda que está “avaliando cuidadosamente a evolução do cenário no país e estudando medidas para garantir a segurança de nossos colaboradores e parceiros”.

Com mais pessoas isoladas, há uma forte possibilidade de que o negócio de entregas sofra uma alta na demanda nos próximos dias. “Com mais gente em casa fazendo home office e crianças não indo para as escolas, entendemos que o delivery vai ter uma função importante nos próximos dias”, afirma Barreto.

A situação é complexa, uma vez que muitos dependem dos aplicativos para pagar suas contas no final do mês, mas “não têm opção” de deixar de lado suas atividades por conta do risco. Ao mesmo tempo, se forem contaminados, podem ser um grande vetor de disseminação da doença.

Indagado sobre isso, Barreto afirmou que o “iFood não quer que as pessoas se sintam desconfortáveis para ficar em casa”, caso sintam tal necessidade. O executivo disse ainda que acredita que, “com as ações das autoridades, os entregadores terão condição de continuar transitando com plena capacidade de prestar os serviços.”

O iFood não é a única empresa do setor da chamada “gig economy” (a economia dos "bicos", em apps como Uber, 99 e Loggi) a criar um fundo para dar apoio aos seus parceiros. Na última sexta (13), a chinesa Didi Chuxing, dona da startup brasileira 99, divulgou que vai colocar US$ 10 milhões à disposição de seus motoristas e entregadores em todo o mundo, a fim de cobrir os gastos por conta de quarentena ou infecção com a doença. Ao Estadão, a empresa afirmou que o Brasil está na lista de países que receberão recursos do fundo.

Na Europa, onde o cenário está mais grave, empresas como Deliveroo e Takeaway já criaram políticas de entregas sem contato físico – ao chegar na casa do consumidor, o entregador toca a campainha e deixa o pacote com a refeição na porta. O iFood também estudando adotar algo semelhante no Brasul. “Estamos desenvolvendo ferramentas para essas situações, caso o contato não seja recomendado”, definiu Barreto.

A empresa não está sozinha: aqui no Brasil, a startup de entregas Loggi afirmou, em nota, que está revendo seus processos para minimizar o contato humano e o risco de contágio do vírus em sua cadeia logística. A Rappi disse que está oferecendo álcool em gel e panos desinfetantes para os entregadores parceiros e está em contato com todos os “elos de seu ecossistema para difundir mensagens de prevenção contra a doença.”

O iFood, por sua vez, decidiu não fazer a entrega de kits com álcool gel para os entregadores. “Queremos evitar a aglomeração de pessoas em pontos de retirada. Em vez disso, decidimos reforçar a comunicação para algo que os entregadores têm sempre à mão: água e sabão”, disse Barreto.

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