Homenagem a Oxóssi: entenda comemoração de Paulinho por gol contra Alemanha

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Atacante simulou uma flecha sendo lançada por um arco na comemoração - Foto: DANIEL LEAL-OLIVAS/AFP via Getty Images
Atacante simulou uma flecha sendo lançada por um arco na comemoração - Foto: DANIEL LEAL-OLIVAS/AFP via Getty Images

A seleção brasileira masculina de futebol estreou na Olimpíada com vitória sobre a Alemanha, por 4 a 2, nesta quinta-feira. O quarto e decisivo gol da partida foi marcado pelo atacante Paulinho, ex-Vasco, que chamou a atenção na comemoração ao simular o ato de atirar uma flecha com um arco.

A celebração tem um significado importante para o jogador do Bayer Leverkusen. Adepto do Candomblé e da Umbanda, Paulinho é filho de Oxóssi e homenageou a divindade com o gesto.

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O orixá é conhecido como “caçador de uma flecha só” e considerado um provedor, que fornece alimento à população. Segundo o Candomblé, o afá, ou arco e flecha, é o objeto que representa Oxóssi.

“O mito mais famoso diz que em certa ocasião, ele (Oxóssi) salvou um reino tendo uma só flecha. Matou um pássaro enviado pelas feiticeiras para trazer a fome para aquele reino”, explicou ao jornal O Globo o historiador e escritor Luiz Antonio Simas.

Paulinho nunca escondeu a afeição pelo Candomblé e a Umbanda, mas deixou ela ainda mais evidente nas últimas semanas. Convocado por André Jardine para a Olimpíada, o atacante de 21 anos celebrou a presença em Tóquio nas redes sociais com a frase: “Nunca foi sorte, sempre foi Exu”.

Na última terça-feira, publicou texto no site The Players Tribune no qual deixa ainda mais clara sua relação com o que chama de “filosofia de vida”.

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“Prefiro chamar de filosofia de vida. Uma coisa bem pessoal, que toca o meu coração. Sou eu comigo mesmo, entende? Cultuar essa filosofia me traz muita energia boa, muito axé. Como assentado e praticante, vou ao meu pai de santo sempre que estou no Brasil e peço proteção aos orixás, principalmente ao meu Pai Oxóssi e à minha Mãe Iemanjá”, escreveu.

Paulinho recebeu ataques de intolerância religiosa nas redes sociais por causa de seu posicionamento, mas rebateu à altura no depoimento ao site. 

“Como uma pessoa que tem voz, eu não posso me dar o direito de permanecer calado”, considerou. “Quero que essa corrente de luta contra a discriminação siga se alongando. Não interessa a crença. Cada um pode manifestar sua fé do jeito que bem entender.”

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