Holanda chega ao Qatar com críticas ao país e às condições de tratamento dos direitos humanos


A Copa do Mundo atraiu muito a atenção de ativistas dos direitos humanos. Ao longo de todo o ciclo, as condições de trabalho precárias foram assunto e, agora, alguns países não se opõem ao boicote à competição. Um deles é a Holanda, que tem realizado ações e deixado o assunto "na boca do povo".

Nesta situação, é importante deixar claro o papel da imprensa. Os holandeses tem sido muito críticos à situação dos trabalhadores migrantes no Qatar. Os dois principais jornais da país europeu, o De Telegraaf e o Volkskrant, fizeram editoriais sobre o assunto.

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O repercurssão é tamanha que, na primeira entrevista coletiva realizada no país do Oriente Médio, o técnico Louis Van Gaal foi questionado. Para o treinador, o sentimento de boicote é compreensível e legítimo, embora ele acredite que os torcedores ainda vão torcer pela Holanda na Copa do Mundo.

- Eles estão certos em fazer isso, mas espero que joguemos tão bem que, no final do torneio, quando jogarmos a final, eles estarão assistindo pela TV como somos bons - disse.

Memphis Depay
Memphis Depay

A Holanda treina na província de Doha (Alberto PIZZOLI / AFP)

Vale destacar que, além das reclamações e alertas, a Laranja Mecânica tem promovido algumas ações para trazer o assunto à tona. No treino noturno de quinta-feira, por exemplo, o elenco holandês se encontrou com lideranças dos trabalhadores migrantes e debateu ainda mais a questão.

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O encontro, em clima bastante descontraído, foi registrado nas redes sociais da seleção holandesa. Frenkie De Jong, do Barcelona, e o capitão Virgil Van Dijk, do Liverpool, foram os mais participativos na ação.

De olho no âmbito político e social de um evento de tamanha magnitude, a Holanda também tenta fazer bonito dentro de campo. A estreia da Laranja Mecânica será nesta segunda-feira, às 13h (de Brasília), diante de Senegal.