Histórico de técnicos que já vestiram a camisa do Fluminense ajuda Odair

Odair Hellmann rejeitou rótulo de retranqueiro (Foto: MAILSON SANTANA/FLUMINENSE FC)
Odair Hellmann rejeitou rótulo de retranqueiro (Foto: MAILSON SANTANA/FLUMINENSE FC)


Odair Hellmann é o 39º técnico a passar de forma efetiva pelo Fluminense nos anos 2000, sendo o oitavo que também foi jogador do clube - foi campeão da Série C do Campeonato Brasileiro de 1999 como volante do Tricolor. Sobre este último quesito, o treinador recebe um legado positivo. Dos outros sete, apenas Fernando Diniz e Ricardo Gomes obtiveram aproveitamentos abaixo de 50%.

Em números percentuais, Robertinho foi o melhor deles. O ex-ponta-direita, que foi campeão carioca de 1980 pelo Tricolor, comandou o time entre abril e agosto de 2002. Em 29 jogos, obteve 15 vitórias, seis empates e oito derrotas, num aproveitamento de 58,62%. No período, ele ergueu outra taça de campeão carioca.

Logo depois, aparece quem comandou o Fluminense em um maior número de partidas: Abel Braga. O atual comandante do Vasco, que foi zagueiro do Tricolor entre 1971 e 1976, sendo campeão estadual em 1973 e 1975, dirigiu o Tricolor em 326 jogos, de janeiro até dezembro de 2005, de junho de 2011 até julho de 2013 e de janeiro de 2017 a junho de 2018. Neles, obteve 157 vitórias, 73 empates e 96 derrotas, num aproveitamento de 55.62%. Números que contam para Abelão, porém, são os de títulos. Nisto, ele é o mais vitorioso, pois conquistou os Cariocas de 2005 e 2012, além do Brasileiro de 2012.

O terceiro desta lista é Cristóvão Borges. Campeão carioca como meia do Tricolor, em 1980, ele virou treinador do clube 31 anos após deixá-lo. De abril de 2014 até março de 2015, Cristóvão levou o Fluminense a obter 28 vitórias, 11 empates e 19 derrotas. O aproveitamento dele, em 58 jogos, foi de 54,6%, mas o Flu não ergueu uma taça sequer em tal período.

Em seguida, Renato Gaúcho aparece com 51,96% de aproveitamento. Autor do gol de barriga que deu o título estadual para o Tricolor em 1995, o ex-atacante teve cinco passagens à beira do campo pelo clube durante os anos 2000: setembro de 2002 até julho de 2003, de outubro até dezembro de 2003, de maio de 2007 até agosto de 2008, de julho até setembro de 2009 e de janeiro até abril de 2014. Em 195 jogos, somando esses períodos, o Fluminense venceu 84 vezes, empatou 52 e perdeu 59, sendo campeão da Copa do Brasil de 2007 e vice-campeão da Libertadores de 2008.

Marcão, que volta a ser auxiliar permanente da comissão técnica, devido à contratação de Hellmann, obteve 50% de aproveitamento no comando do Flu. O ex-volante, que foi campeão da Série C em 1999 e duas vezes campeão carioca pelo clube (2002 e 2005), dirigiu a equipe efetivamente em 16 jogos, de outubro até o início deste mês, obtendo seis vitórias, seis empates e quatro derrotas.

Os piores aproveitamentos foram de Fernando Diniz (49.24%) e Ricardo Gomes (46.08%). O ex-meia, que foi campeão carioca em 2002 pelo Flu, foi técnico da equipe de janeiro a agosto deste ano. Em 44 jogos, obteve 18 vitórias, 11 empates e 15 derrotas. Já o ex-zagueiro, que foi campeão brasileiro em 1984 e tricampeão carioca como jogador do Flu (1983, 1984 e 1985), comandou a equipe de março a agosto de 2004. Em 34 jogos, obteve 12 vitórias, 11 empates e 11 derrotas.

O tempo em que Odair Hellmann vestiu a camisa do Fluminense dentro das quatro linhas foi curto, apenas entre março e novembro de 1999, mas o suficiente para ele ter dado uma importante contribuição ao clube, que conquistou o título da Série C do Brasileirão naquele ano. O então volante fez o gol da vitória por 1 a 0 sobre o Dom Pedro-DF, no Maracanã, pela primeira fase da competição. Naquela passagem como jogador, Odair disputou 31 jogos, dos quais o Fluminense saiu vitorioso de 17, com cinco empates e nove derrotas. Ou seja, obteve um aproveitamento de 60.22%.















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