Histórico de atleta não impediu campeão olímpico de sofrer com coronavírus

MARCOS GUEDES
Folhapress
Cameron van der Burgh, da África do Sul, durante o Campeonato Mundial de Natação, em 2018, no qual venceu venceu os 50m costas. Foto: Fred Lee/Getty Images
Cameron van der Burgh, da África do Sul, durante o Campeonato Mundial de Natação, em 2018, no qual venceu venceu os 50m costas. Foto: Fred Lee/Getty Images

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Em mais um pronunciamento no qual condenou o que chamou de "pânico e histeria" em torno da crise do novo coronavírus, Jair Bolsonaro, 65, disse que a Covid-19 não é uma ameaça à sua própria saúde. De acordo com o presidente, seu "histórico de atleta" evitaria maiores problemas.

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"No meu caso particular, caso fosse contaminado pelo vírus, não precisaria me preocupar. Nada sentiria ou seria, quando muito, acometido por uma gripezinha ou um resfriadinho", afirmou o chefe de Estado, que teve contato com várias pessoas infectadas.

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Como mostra a expansão da doença pelo mundo, no entanto, o corpo de esportista não é necessariamente sinônimo de imunidade. Mesmo pessoas mais jovens, com um histórico de atleta profissional, podem sofrer com os sintomas.

O nadador Cameron van der Burgh, por exemplo, relatou dias difíceis após a infecção pelo coronavírus. O sul-africano de 31 anos, com uma capacidade pulmonar que lhe rendeu medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de 2012, disse estar com problemas para executar tarefas simples.

"É, de longe, o pior vírus que já encarei, apesar de ser um indivíduo saudável com pulmões fortes (não fumar/praticar esporte), viver um estilo de vida saudável e ser jovem", escreveu o nadador, em publicação nas redes sociais, na última segunda-feira (22).

"Ainda que os sintomas mais severos (febre alta) tenham diminuído, sinto ainda um forte cansaço e uma tosse residual da qual não consigo me livrar. Qualquer atividade física, como andar, acaba me deixando exausto por horas", acrescentou Van der Burgh, que concluiu: "A Covid-19 não é piada".

O sul-africano não é um caso isolado. O francês Earvin Ngapeth, 29, astro do vôlei, também teve diagnóstico de infecção pelo vírus. O campeão mundial afirmou ter passado "três dias complicados" e precisou ser internado.

Na Itália, é um homem de 38 anos o apontado como a primeira fonte da doença no país. Identificado como Mattia, ele corria maratonas e foi três vezes ao hospital, sentindo-se mal, até receber o diagnóstico que agora assombra os italianos.

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