Hans e Karina Hutzler conquistam título brasileiro na classe Dingue

Os velejadores Hans e Karina Hutzler, de Pernambuco conquistaram o título (Foto: FRED HOFFMANN / Divulgação)
Os velejadores Hans e Karina Hutzler, de Pernambuco conquistaram o título (Foto: FRED HOFFMANN / Divulgação)


Os velejadores Hans e Karina Hutzler, de Pernambuco conquistaram, neste domingo, o tricampeonato brasileiro de iatismo na classe Dingue, realizado pelo Clube Naval Charitas, em Niterói. A competição contou com 73 duplas inscritas, representando Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Pernambuco, Ceará e Distrito Federal.

- Começamos o dia na frente. Na última regata, estávamos com vantagem, mas enganchamos em outro barco na largada e caímos para o meio da flotilha. Montamos a primeira boia em 20º, mas recuperamos. Conseguimos passar o Junior e chegamos logo atrás do Fabio, o suficiente para ganhar. Foi emocionante porque saímos da dianteira e caímos para uma posição muito ruim, sem qualquer chance. Mas não desistimos. Lutamos a cada rajada, a cada rondada e conseguimos ultrapassar as posições necessárias para garantir o campeonato - comemorou Hans.

Os classificados em segundo e terceiro lugar no placar geral foram: Fábio Alonso e Vicente Campos, de Niterói (Clube Naval Charitas), com 24 pontos perdidos; e Luiz José Junior e Anísio Corrêa, de Niterói (Clube Naval Charitas) com 25 pontos perdidos.

Um dos pontos fortes desta edição do brasileiro de Dingue foi a categoria estreante, não apenas em razão do número de participantes - 20 duplas - mas também por conta do bom nível técnico dos jovens velejadores.

- Essa renovação é importante, pois garante o futuro da classe no Brasil - disse David Baker, presidente da associação nacional (ABCD).

O campeonato começou na última sexta-feira (15/11), com ventos intensos de sudoeste, rajadas de até 30 nos, e mar agitado, resultado da chegada de uma frente fria. Na opinião de Luiz José Junior, timoneiro da dupla com Anísio Corrêa (Clube Naval Charitas, Niterói) e terceiro na competição, o primeiro dia foi o mais difícil.

- Tivemos condições extremas, com rajadas fortes e barcos virando, mas ninguém desistiu. A partir do segundo dia, o vento foi perdendo um pouco de força, mas as regatas foram muito competitivas do início ao fim do campeonato - afirmou.

Para Lorenzo Souza, da Holos Brasil, empresa que fabrica o Dingue, o da classe no país é positivo para a vela brasileira:

- Como se trata de uma classe para iniciantes, esse crescimento favorece a vela como um todo, pois é uma porta de entrada para outras classes. E as novas tecnologias usadas na construção dos barcos acompanham esse desenvolvimento - concluiu.

















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