Hamlin mostra melhora após parada cardíaca em jogo da NFL, mas permanece em estado grave

Jogo entre Buffalo Bills e Cincinnati Bengals

Por Frank Pingue

(Reuters) - O Buffalo Bills disse nesta quarta-feira que o safety Damar Hamlin mostrou "sinais de melhora" depois de sofrer uma parada cardíaca durante um jogo de futebol americano da NFL na noite de segunda-feira em Cincinnati, mas que ele ainda está em estado grave.

"Damar permanece na UTI (unidade de terapia intensiva) em estado grave, com sinais de melhora notados ontem e durante a noite", disse o Bills em uma publicação nas redes sociais.

"Espera-se que ele permaneça sob cuidados intensivos enquanto sua equipe de saúde continua fazendo seu monitoramento e tratamento".

Durante o primeiro quarto do penúltimo jogo da temporada regular do Bills, contra o Cincinnati Bengals, Hamlin se levantou após fazer um tackle e desmaiou. Depois de ter seu batimento cardíaco restaurado em campo enquanto jogadores atordoados de ambos os times choravam, oravam e se abraçavam, uma ambulância levou Hamlin ao Centro Médico da Universidade de Cincinnati.

O quarterback do Cincinnati Joe Burrow disse a repórteres na quarta-feira que houve "muito caos" depois que Hamlin foi retirado do campo, antes de a NFL anunciar que o jogo foi adiado.

"Nós realmente não sabíamos o que estava acontecendo", disse Burrow a repórteres na quarta-feira. "Ninguém queria continuar jogando em uma situação como aquela. Foi uma noite assustadora e emocionante."

O presidente dos EUA, Joe Biden, falando a repórteres em Hebron, Kentucky, disse que o colapso de Hamlin não é um sinal de que a NFL se tornou muito perigosa, embora tenha notado o risco inerente de um esporte com colisões violentas em quase todas as jogadas.

"Acho que trabalhar muito nos capacetes e nos protocolos de concussão faz muito sentido. Mas... é perigoso", disse ele. "Temos que apenas reconhecer isso."

De volta à Casa Branca, Biden disse aos repórteres que falou "longamente" com a mãe e o pai de Hamlin, mas não deu detalhes sobre a conversa.

(Reportagem de Frank Pingue, em Toronto; Reportagem adicional de Steve Holland, em Hebron, Kentucky; Amy Tennery, em Nova York; e Andrea Shalal, em Washington)