Hamilton vê "heróis não-celebrados" como mais dignos de receber título de cavaleiro

Jonathan Noble
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Após a conquista do heptacampeonato de pilotos na Fórmula 1, as redes sociais bombaram com pedidos para que Lewis Hamilton fosse nomeado cavaleiro pela rainha Elizabeth II, um movimento que incluiu até membros do Parlamento britânico. Mas o piloto afirmou que ele não se vê digno de tal condecoração no mesmo nível que "heróis não-celebrados".

O piloto da Mercedes garantiu seu sétimo título no último final de semana na Turquia, igualando a marca histórica que pertencia apenas a Michael Schumacher.

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O movimento que pediu a condecoração de Hamilton contou com a participação da Motorsport UK, a Confederação Britânica de Automobilismo que, junto com membros do Parlamento, escreveram uma carta ao primeiro-ministro Boris Johnson pedindo que ele fosse incluído na próxima lista.

A conta oficial da família real britânica no Twitter publicou uma mensagem parabenizando Hamilton pela conquista, o que aumentaram os rumores de que ele está sendo considerado para o título.

Mas Hamilton não sente que está na mesma categoria que muitos outros na sociedade que, segundo ele, contribuíram mais.

"Quando penso nessa honraria, me vêm à cabeça pessoas como meu avô, que lutou na guerra. Lembro de Sir Tom Moore, que foi condecorado quando tinha 100 anos".

"As pessoas que gerenciam hospitais. As enfermeiras e médicos que estão lutando para salvar vidas durante esse período difícil. Penso nesses heróis não-celebrados e não me vejo nessa mesma categoria. Não salvei ninguém. É uma honra incrível que um grupo pequeno de pessoas foi condecorado".

"Tudo que posso dizer é que, ao subir no pódio e ouvir o hino nacional, sinto muito, muito orgulho. Tenho muito orgulho de ser britânico e, como disse antes, é um momento especial de poder representar toda a nação".

Hamilton disse que sua principal motivação fora do sucesso na F1 no momento é ajudar a lutar por mudanças com seu discurso antirracismo, além de um desejo em ver um esporte mais sustentável.

"Ainda há muito trabalho para fazer no esporte. Acho que, nesse ano, tivemos esse momento e as pessoas estão começando a compreender a situação e percebendo que isso não é algo ruim".

"Isso significa apenas que precisamos dar o nosso melhor. Temos que ser menos teimosos, abrir nossas mentes e nos educarmos um pouco para lutar por um mundo mais igual. Não vou parar de lutar por isso. E, nesse meio tempo, talvez siga correndo um pouco mais!".

O compatriota de Hamilton, Lando Norris, acredita que o título para o piloto teria uma grande influência, encorajando uma nova geração de estrelas do esporte.

"Acho que o que ele conquistou, nenhum outro britânico já conseguiu. Apenas uma outra pessoa fez isso, Michael Schumacher. Ele vem sendo um líder em vários aspectos, incluindo fora das pistas. Outros atletas que fizeram coisas similares foram condecorados, então não vejo motivo para isso não acontecer".

"Ao mesmo tempo, acho que é bom para as crianças que querem entrar no esporte ou não conhecem muito sobre se inspirarem nele e tentar atingir objetivos similares".

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