Hamilton pede fim da violência policial na Nigéria e comemora recorde na F1: 'Leva tempo para ficha cair'

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Era questão de tempo para Lewis Hamilton superar o recorde de vitórias de Michael Schumacher e, enfim, ele foi batido. As 66 voltas do GP de Portimão, em Portugal, neste domingo, serviram para coroar o piloto da Mercedes, que agora é o maior vencedor da história da Fórmula 1. São 92 no total, superando o alemão. Ele dividiu os méritos com a equipe.

— Eu devo isso a Mercedes e todos na fábrica. É um privilégio trabalhar com ele. O que eu conquistei hoje era antes um sonho. Vai levar um tempo para a ficha cair. Não tenho muitas palavras no momento — declarou Hamilton.

De quebra, Hamilton chegou a oitava vitória na temporada e pode conquistar o heptacampeonato mundial daqui a duas corridas, na Turquia. O piloto da Mercedes chegou a a 256 pontos contra 179 de Bottas, aumentando sua vantagem na liderança do campeonato para 77 pontos.

Antes da corrida, Hamilton usou a sua imagem para fazer um apelo. Ao entrar na pista, vestiu uma camisa com a mensagem #EndSars, um protesto exigindo o fim da violência policial na Nigéria. Nas redes sociais, ele também se manifestou.

"Todos nós temos a responsabilidade de nos educar e aumentar a conscientização sobre as tragédias que acontecem no mundo e agir onde podemos. Os recentes eventos na Nigéria são uma crise de direitos humanos", afirmou o piloto.

Nas redes sociais, a campanha pelo fim do SARS teve início em 2017 e ganhou ainda mais força recentemente após o vídeo de um policial atirando em um rapaz negro viralizar. No entanto, os manifestantes foram reprimidos pelas forças de segurança. Agora, o objetivo dos manifestante é obter uma reforma estrutural na segurança do país.