Hamilton: "Não há garantia" de que estarei no grid no próximo ano

Luke Smith
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Neste domingo, Lewis Hamilton seguiu sua escrita vitoriosa na Fórmula 1, triunfando pela 93ª vez, agora no GP da Emilia Romagna. Mas, após a corrida, ele deu uma declaração que deve mexer com o paddock pelas próximas semanas: o hexacampeão afirmou que "não garante" que estará no grid no próximo ano.

Hamilton venceu pela 72ª vez com a Mercedes neste domingo em Ímola, ajudando a equipe a garantir o heptacampeonato consecutivo entre os construtores. E ele próprio deve garantir seu título já no próximo GP, na Turquia, tendo uma vantagem de 85 pontos para Valtteri Bottas na classificação.

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Mas Hamilton vem reiterando regularmente que não tem pressa de sentar para conversar com a Mercedes sobre a renovação de seu contrato, que acaba no fim deste ano. O chefe da equipe, Toto Wolff, também segue considerando seu futuro, já que seu contrato também acaba no fim deste ano, podendo assumir uma função diferente.

Discutindo o futuro de Wolff após a corrida e o impacto que isso teria na Mercedes, Hamilton disse: "Eu nem sei se eu estarei aqui no próximo ano, então não me preocupo muito com isso no momento".

"Temos muitas conversas longas, Toto e eu, então estou muito ciente de onde ele está mentalmente, e dividimos muito, carregamos muito peso juntos, acredito. Estou aqui há muito tempo. Definitivamente posso entender ele querer dar um passo para trás, ter mais tempo com a família e outras coisas".

Hamilton e a Mercedes vem sugerindo há algum tempo que um novo acordo seria apenas uma mera formalidade, levando a Hamilton ser questionado se existe uma chance real dele não estar correndo na F1 em 2021.

"Estamos em novembro e a situação ainda é muito doida... o Natal não está tão distante. Naturalmente, me sinto bem, me sinto muito forte. Acredito que posso seguir por muitos meses. Mas você mencionou Toto e a vida própria dentro da equipe. Há muitas coisas que estão no topo dos meus pensamentos no momento".

"Quero estar aqui no próximo ano, mas não há garantia certa disso. Há muitas coisas fora que me animam, então só o tempo dirá".

Hamilton sempre assinou acordos de três anos com a Mercedes, com o último sendo feito em 2017 e, na semana passada, reforçou a noção da "formalidade" sobre o próximo. No início da semana, Wolff disse que a Mercedes deveria fechar os dois títulos antes de sentar com Hamilton para finalizar o acordo.

Após a corrida, Wolff disse que duvidava que Hamilton pararia de correr na F1, e que as pessoas precisam entender como a situação global do momento impacta em suas considerações.

"Acredito que, caso ele pare de correr na F1, o que não acho que irá acontecer, e espero que não aconteça, aí teremos um mercado frenético por aí. Mas, no momento. É uma coisa emocional. Estamos felizes, mas cansados".

"É o mesmo para mim. Eu entendo o que ele diz, isso de se questionar, pensar em outras coisas que importam e quando você liga o jornal pela manhã e a noite, só vê as dificuldades".

"Estamos em uma bolha de felicidade, tentando trazer entretenimento para o público. Mas você volta a uma realidade mais difícil. E isso nos afeta. E é normal que isso impacte alguém com tanta empatia".

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