Hamilton e Verstappen vivem auge da rivalidade na F1 após batida em Monza

  • Opa!
    Algo deu errado.
    Tente novamente mais tarde.
  • Opa!
    Algo deu errado.
    Tente novamente mais tarde.
·4 minuto de leitura
Neste artigo:
  • Opa!
    Algo deu errado.
    Tente novamente mais tarde.
  • Opa!
    Algo deu errado.
    Tente novamente mais tarde.
***ARQUIVO***Sao Paulo, SP, BRASIL, 11-11-2018:  Grande Premio Brasil de F1.  Piloto Lewis Hamilton vence GP Brasil de Formula 1e comemora no podium a frente de Verstappen , segundo colocado (Foto: Eduardo Knapp/Folhapress)
***ARQUIVO***Sao Paulo, SP, BRASIL, 11-11-2018: Grande Premio Brasil de F1. Piloto Lewis Hamilton vence GP Brasil de Formula 1e comemora no podium a frente de Verstappen , segundo colocado (Foto: Eduardo Knapp/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A cena em que a Red Bull de Max Verstappen voa por cima da Mercedes de Lewis Hamilton em Monza, pela última etapa, elevou o patamar da rivalidade entre os dois postulantes ao título deste ano da F1.

Passadas 14 das 22 corridas previstas, está claro que nenhum deles vai aliviar nas disputas mesmo que a briga por posições possa causar acidentes -na Itália, aliás, foi o segundo entre eles nesta temporada. No GP da Inglaterra, o heptacampeão tocou na traseira do rival e o tirou da prova.

Em Monza, porém, o fato de Hamilton só ter escapado sem nenhum ferimento devido à proteção do halo esquentou os ânimos dentro e fora das pistas. Nos bastidores, enquanto os chefes das duas equipes têm trocado farpas, Alexander Wurz, presidente da Associação de Pilotos da categoria, chamou os rivais para uma conversa, a fim de evitar incidentes que coloquem em risco a vida de ambos.

"Para chegar em primeiro você tem que terminar [a corrida], então você não pode se dar ao luxo de muitos acidentes", declarou Wurz.

Verstappen foi considerado imprudente na última etapa. Punido pelos comissários, perderá três posições no grid de largada do GP da Rússia, neste domingo (26), às 9h -a Band vai exibir a prova.

Num circuito no qual a Mercedes venceu todas as corridas desde 2014, Hamilton terá uma boa chance de voltar à liderança do campeonato, encabeçado atualmente por Verstappen, que venceu sete provas e tem cinco pontos a mais do que inglês (226.5 contra 221.5), ganhador de quatro etapas.

A margem é tão apertada quanto o espaço que eles dividiram na Itália. Ninguém quis assumir sua parcela de culpa. Pelo contrário, trocaram acusações. "Ele bateu em mim. Foi definitivamente lamentável", acusou o inglês. "Ele me tirou da pista", rebateu o holandês.

Hamilton relatou dores na cabeça após o acidente e ficou incomodado com uma fala do consultor da Red Bull, Helmut Marko, que o acusou de fazer um "show" após o ocorrido. "Acho que é natural quando um carro cai em cima da sua cabeça ser um pouco desconfortável", ironizou o heptacampeão.

Desde o acidente em Silverstone, os chefes das duas equipes também têm trocado farpas. E num tom mais elevado do que os pilotos. Para Toto Wolff, da Mercedes, "estava claro para Max que aquilo [a disputa em Monza] acabaria em uma batida". Christian Horner, da Red Bull, disse que ficou "desapontado" com a visão do adversário.

Na ocasião do primeiro acidente na Inglaterra, porém, Horner chegou a dizer que Hamilton tentou uma ultrapassagem "desesperada" e chamou de "suja" a pilotagem do inglês. A Mercedes divulgou uma nota na qual afirma que os rivais estavam tentando "manchar a imagem" de seu piloto.

Fazia tempo que a equipe alemã não se estranhava com alguém no grid. Principalmente porque desde 2014 a escuderia tem dominado a F1, com a conquista de sete títulos de pilotos (seis com Hamilton) e de construtores seguidos, desbancando justamente a Red Bull, campeã em 2011, 2012, 2013 e 2014, sequência do tetracampeonato de Sebastian Vettel.

Hamilton também não tinha um rival à sua altura desde 2016, quando ficou com o vice-campeonato ao ser superado por seu então companheiro de equipe Nico Rosberg. O inglês não tem uma rivalidade forte e duradoura desde a 2007, quando estreou na F1 e travou disputa interna com Fernando Alonso, seu parceiro na McLaren.

O campeão daquele ano foi Kimi Raikkonen, pela Ferrari, apenas um ponto acima do inglês e do espanhol, que terminaram empatados com 109 pontos. "Tivemos uma competição muito difícil, mas justa", declarou recentemente Alonso.

É isso o que também se espera do duelo entre Hamilton e Verstappen nas oito provas que restam até o final da temporada. Uma coisa, porém, já é certa: os dois devolveram à F1 a emoção que faltou nas temporadas dominadas pelo heptacampeão.

VEJA O RESTANTE DO CALENDÁRIO DA TEMPORADA 2021 DA F1

26.set - GP da Rússia - Sochi

10.out - GP da Turquia - Istambul

24.out - GP dos EUA - Austin

07.nov - GP do México - Cidade do México

14.nov - GP de São Paulo - Interlagos / São Paulo

21.nov - GP do Qatar*

05.dez - GP da Arábia Saudita - Jeddah

12.dez - GP de Abu Dhabi - Yas Marina

*ainda não confirmado

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos