Hamilton admite saudade e conta que “revisita” mensagens antigas de Lauda

Redação GP

Lewis Hamilton revelou que ainda revê as mensagens que trocou com Niki Lauda ao longo dos anos. O britânico admitiu que sente falta do apoio do tricampeão da Fórmula 1.

Diretor não-executivo da Mercedes, Lauda morreu na semana do GP de Mônaco e recebeu inúmeras homenagens não só da equipe, mas da F1 como um todo.

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Ao longo do ano, Hamilton já tinha declarado que enfrentava “demônios” mentais por causa da morte de Lauda e também de Anthoine Hubert, vítima de um grave acidente na etapa da Bélgica da Fórmula 2, em 31 de agosto.

Niki Lauda foi o responsável por trazer Lewis Hamilton para a Mercedes (Foto: Getty Images)


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“Sinto falta de receber mensagens. Sinto falta de compartilhar aqueles vídeos. Ainda tenho muitas das nossas conversas e, de vez em quando, eu as revisito”, disse Hamilton. “Mas, de novo, sem o apoio dele, eu provavelmente não teria feito a mudança para vir para este time. Sem o apoio dele, eu não estaria neste time ainda. Não acho que este time teria sido bem sucedido sem o apoio dele”, seguiu.

“Ir ao conselho, pressionar e insistir. Era nisso que ele era o melhor. Mas também sendo verdadeiro comigo. Sendo a ponte entre... Toto era um piloto e parte do conselho, que não eram pilotos, ter um verdadeiro campeão que entende e enfatiza o quanto é difícil entregar fim de semana após fim de semana, quando você comete um erro”, explicou. “Era nisso que ele era um grande, grande pilar para mim. Então sinto muito a falta dele”, frisou.

Ainda, Hamilton ressaltou o papel de Lauda em sua mudança da McLaren para a Mercedes a partir da temporada 2013, antes do início do domínio do time de Brackley, iniciado um ano depois. O britânico lembrou de ter visto Lauda “dizendo certas coisas a meu respeito na TV e realmente sem uma boa opinião a meu respeito” antes do início das negociações.

“De repente, eu estava numa posição em que eu tinha uma grande decisão para tomar na minha vida e Niki está no telefone comigo”, contou. “Eu pensei: ‘Uau, estou falando com um tricampeão’. E eu realmente não o conhecia, então não posso dizer que confiava naquele cara no telefone”, continuou.

“Mas aí sentei com Ross [Brawn], e sentei com Niki em um quarto de hotel, e foi a jornada em que embarcamos”, comentou. “Gosto de pensar que nós passamos a nos amar como amigos”, declarou.

Por fim, Lewis contou que foi visitar Lauda “não muito antes de ele morrer”.

“Foi realmente difícil vê-lo. Nós estávamos mandando vídeos um ao outro, eu o tinha visto em seu pior momento, e ele voltou, estava em cadeira de rodas, e eu estava realmente esperançoso”, afirmou. “Aí ele teve outra queda e começou a piorar. E foi aí que eu fui vê-lo. Foi um choque ver um amigo na cama, ligado [aos aparelhos hospitalares]. E eu já tinha visto aquilo antes. A minha tia morreu de câncer, então eu já tinha visto”, recordou.

“Mas é sempre um choque. E dava para ver o espírito dele, aquele espírito brilhante dele ainda brilhando, mas estava começando a escurecer um pouco, sabe”, contou. “E o espírito lutador dele estava começando a escurecer, o que é natural quando você passa por uma batalha tão longa. Então isso me atingiu”, concluiu.


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