"Há de oito a dez seleções que podem vencer a Copa do Mundo", diz técnico da Argentina, Lionel Scaloni

O técnico da Argentina, Lionel Scaloni, buscou amenizar nesta segunda-feira, na vésperas da estreia contra a Arábia Saudita, o status de favorito de sua seleção e garantiu que na sua opinião há "oito ou dez" seleções capazes de vencer a Copa do Mundo do Catar.

Pergunta: Já tem o time titular definido para a estreia contra a Arábia Saudita?

Resposta: "O time está decidido, já avisei aos jogadores. É um pouco o que vocês (os jornalistas) têm falado, não vai haver mudança de esquema. Eles vão ver amanhã (terça-feira, dia do jogo)".

P: Muitos europeus acham que Brasil e Argentina estão acima e podem ser os favoritos para esta Copa do Mundo...

R: "Os grandes favoritos não costumam ganhar Copas do Mundo. Existem grandes times, nada menos que oito ou dez que podem ganhar a Copa do Mundo. É verdade que os sul-americanos não tiveram chance de chegar à final recentemente, exceto no caso de 2014 com a Argentina. Os detalhes farão uma equipe se sagrar campeã mundial e não precisa ser a favorita”.

P: Dá tranquilidade para este torneio o fato de ter quebrado a longa sequência sem títulos no ano passado na Copa América?

R: "Agora o time sai para jogar bem mais tranquilo, a pressão externa não está. Antes de ganhar (a Copa América) eu já havia dito a eles que o sol nasce amanhã de novo, que você sempre tem que estar tranquilo. Agora que o objetivo foi alcançado entramos em campo mais tranquilos do que nunca. Para jogar uma Copa do Mundo é fundamental estar libertado. A carga emocional é diferente".

P: Como a equipe está vivendo esses primeiros dias no Catar?

R: "O que a gente faz de melhor é o dia a dia, o processo. Tanto a comissão técnica quanto os jogadores gostam de viver uma Copa do Mundo. Quando você está no gramado, o campo e os treinos são momentos para curtir. Saber que a equipe está em boa forma e conseguimos chegar ao jogo da forma que queríamos."

P: Como você vive uma Copa do Mundo em datas e circunstâncias tão atípicas para este torneio?

R: "Quanto ao clima, está melhor do que o esperado. Quem veio aqui percebe que não é assim tão extremo. Os jogadores tiveram um mês de outubro horrível, muito carregado. Vários chegaram com alguns problemas. Tivemos de gerir esta semana os treinos, os minutos, para que todo mundo chegasse. O mês de outubro foi muito movimentado, a cada três dias eles jogavam na elite, e além disso com a cabeça pensando na Copa do Mundo".

P: O que você sente quando há colegas como Luis Enrique que têm esse reconhecimento em relação ao Messi?

R: "Luis Enrique fala porque o treinou (no Barcelona). Ele sabe o que isso significa. Posso desfrutar quando posso contar com ele. É maravilhoso que ele possa jogar conosco em uma Copa do Mundo e que ops argentinos possam curtir isso. Todos os elogios acabam sendo poucos".

P: Como você experimentou os desfalques desta semana de Nico González e Joaquín Correa?

R: "A decisão destes dois jogadores que saíram, infelizmente, é porque não deram as garantias de poderem estar bem no restante da competição. É uma decisão dolorosa, mas pensamos sempre no melhor para a equipe. Vieram mais dois companheiros (Ángel Correa e Thiago Almada), que estão bem e podem contribuir".

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