Há 14 anos no Catar, preparador físico brasileiro comenta sobre evolução do futebol no país

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Com bastante experiência no futebol do Catar, o brasileiro Gustavo Silva falou sobre a evolução do esporte no país que sediará a próxima Copa do Mundo em 2022. Já há mais de 14 anos por lá, o preparador físico que trabalha no Al Markhiya SC, da segunda divisão nacional, também trabalhou em outros quatro clubes, incluindo uma experiência na equipe militar do país entre os anos de 2011 até 2015. Onde inclusive participou da primeira Olimpíada militar no RJ, em 2011 e do Mundial Militar no Azerbaijão em 2015.


- Muitos jogadores dessa seleção militar atuam nas principais divisões aqui do Catar e inclusive já jogaram pela seleção principal, foi uma experiência muito boa e agregadora. O país se desenvolveu muito estruturalmente e o futebol acompanhou o processo. Muitos treinadores europeus vieram para cá e contribuíram para o processo de evolução. Antes o futebol era mais lento e sem muita organização tática. Hoje os jogadores são mais obedientes e organizados. Acredito que a adaptação a cultura e costumes deles aqui faz com que a gente se adapte melhor a qualquer situação. Falo isso porque o futebol aqui tem muita ligação com esses dois fatores - revelou o brasileiro.


Atualmente apenas dois treinadores brasileiros atuam no Catar, são eles Zé Ricardo e Sérgio Farias. Treinadores de Qatar SC e Umm Salal respectivamente. Hoje preparador, Gustavo teve uma breve carreira como atleta entre o período de 1993 a 1998. Passou pelas categorias Sub-15, 17 e 20 do Botafogo-SP. Em 2001 iniciou sua trajetória como preparador também no clube, onde foi vice-campeão Paulista pelo Botafogo-SP, com uma equipe que tinha atletas como Doni, Leandro e Luciano Ratinho. Todos levados para o Corinthians pelo treinador Vanderlei Luxemburgo após o final do estadual. O profissional também exerceu a função em equipes como o Uberaba-MG, Uberlândia-MG, Itumbiara-GO, Mamoré-MG, Comercial-SP, Olímpia-SP e Olé Brasil-SP.

Natural de Ribeirão Preto, Gustavo trabalhava no Comercial-SP quando foi a um almoço com Edson Aguiar, ex-treinador dele na época como jogador do Botafogo-SP. Neste encontro trocaram contato e depois de seis meses recebeu o convite para trabalhar no Al Rayyan como treinador da categoria Sub-13, sua primeira experiência internacional na carreira. Ele também citou as principais diferenças que percebeu em relação ao futebol nestes dois países.

- Uma diferença significante que vejo entre o futebol brasileiro e o futebol do Catar eu acredito que seja a matéria prima (jogadores). No Brasil se tem muito mais jogadores disponíveis do que no Qatar. Aqui quase todos os clubes oferecem uma boa estrutura de trabalho, no Brasil tirando os times grandes, alguns ainda deixam a desejar um pouco nesse quesito. Mas como já estou a muito tempo fora, pode ser que durante esse período esses clubes também tenham evoluído nesse sentido. Eu particularmente tenho vontade sim de retornar um dia ao Brasil, e colocar toda essa experiência que aprendi aqui em prática no nosso país - disse.

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