Guia olímpico do softball: após ausência de 12 anos, modalidade retorna aos jogos

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(Foto: Divulgação/Federação Internacional de Baseball e Softball)
(Foto: Divulgação/Federação Internacional de Baseball e Softball)

Por Marcelo Romano 

O softball é disputado em Olimpíadas apenas por mulheres e estará pela 5º vez em uma edição dos jogos em Tóquio. A modalidade é semelhante ao beisebol. A força do Japão na modalidade pesou muito para o retorno. Depois de fazer parte do programa de 1996 a 2008, ficou fora de 2012 e 2016 e novamente ficará fora em 2024. 

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O Mundo Olímpico do Yahoo Esportes conversou com Mayra Sayumi, principal atleta brasileira da modalidade, que apontou os favoritos as medalhas e a situação do esporte no Brasil. 

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Nos Jogos de Tóquio só seis seleções disputarão o torneio:

Estados Unidos - três ouros em quatro edições olímpicas. Só perdeu a final em 2008. Atual bicampeã mundial,  2016 e 2018  e prata em 2014.

Japão- prata nos mundiais 2016 e 2018 e campeão 2014. Prata em 2000, bronze em 2004 e ouro em 2008.

Austrália- três bronzes e uma prata olímpica. Foi 4º no mundial 2018.

Canadá- bronze nos mundiais 2016 e 2018.

Itália- 8º no mundial 2018. 

México- 6º no mundial 2018. Estréia em Olimpíadas.

Mayra Sayumi foi a vencedora do prêmio Brasil Olímpico 2019 no softball, graças ao desempenho com a seleção brasileira nas principais competições do ano. O Brasil fez boa campanha no pré-olímpico. Na 1º fase terminou em 2º lugar num grupo de seis seleções e avançou para o round final. Novamente entre seis seleções, terminou na 4º colocação. O Brasil conseguiu vencer Cuba, mas foi derrotado por Canadá e Porto Rico. Canadenses e mexicanas levaram as vagas olímpicas, mas o Brasil garantiu vaga no próximo mundial. Neste ano o Brasil também foi vice do sul-americano, atrás apenas de Curaçao.

(Foto: Reprodução/Facebook)
(Foto: Reprodução/Facebook)

Na análise de Mayra, a disputa do ouro olímpico ficará novamente entre Japão e Estados Unidos, que vem dominando a modalidade há algum tempo. México, Austrália e Canadá lutarão pelo bronze. A atleta gostaria de ver um torneio olímpico com mais seleções:  “São apenas duas classificadas das Américas, uma da Ásia/Oceania e uma da Europa/África. Além do Japão que é o país sede e os Estados Unidos que ganharam o mundial ano passado. Ter um país classificado por dois continentes, realmente, não parece muito justo. É um esporte onde muitos países merecem estar em um campeonato tão grande como esse”. 

O softball no continente americano é muito mais difundido do que em outros continentes. Junto com o beisebol é um dos esportes mais populares. 

No softball, a bola é um pouco maior que no beisebol. Já o campo tem dimensão menor. A duração do jogo é de sete entradas, ao invés das nove do beisebol. O lançamento da bola é feito por baixo. O objetivo do softbol, tal como o do beisebol, é marcar o maior número possível de pontos para vencer o jogo.

Mayra conheceu o softball com apenas seis anos, quando um tio a levou ao campo da ACEMA, em Maringá. No começo só ficava brincando com as primas na terra. Mas com o passar dos anos começou a treinar e não parou mais. “Aqui no Brasil não existe o profissional de softbol. O esporte acaba sendo só um hobby. Eu tenho outro trabalho. Atualmente ajudo os meus pais na papelaria que eles têm. E faço estágio em uma box de Crossfit aqui de Maringá”, conta a jogadora. 

Em relação ao futuro da modalidade no Brasil, Mayra está otimista: “Muitas meninas estão jogando o softbol universitário nos Estados Unidos que tem um campeonato muito competitivo. Eu acho que com a saída dela, podemos trazer muitos conhecimentos para os times aqui do Brasil”.

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