GUIA FE 2019/20: Com maior grid e calendário da história, Fórmula E dá passo adiante

PEDRO HENRIQUE MARUM

GUIA DA FE 2019/20

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Dentro de um universo onde o livro de regras técnicas e esportivas receberam mudanças apenas pontuais, algumas das grandes diferenças da temporada 2019/20 para a 2018/19 estão no grid de largada e no calendário. Novos países e mais corridas estão no caminho. É uma temporada que conta com outras duas fábricas importantes de renome mundial e, com todos esses atributos, muito se espera para ver.

Com a entrada da Porsche - a Mercedes apenas assumiu o comando da HWA -, o grid da FE aumentou e é o maior da história: tem 24 pilotos. Destes, seis não estavam no campeonato passado: Ma Qing Hua, Nyck de Vries, Brendon Hartley, Nico Müller, Neel Jani e James Calado. Outros três já estavam no grid, mas em diferentes cores: António Félix da Costa, André Lotterer e Maximilian Günther. Por fim, 15 pilotos seguem nas mesmas equipes.

Na configuração das equipes, a Porsche é quem se diferencia. Como entra agora no grid, evidentemente tem dois novos pilotos. Um deles é Lotterer, que foi campeão de Equipes pela DS Techeetah e saiu para capitanear o novo projeto, e o outro é Jani, que, apesar de novato, correu as duas provas da rodada dupla de Hong Kong, em 2017, pela Dragon.

É exatamente a norte-americana Dragon a única entre as 11 equipes que traz uma dupla totalmente renovada de pilotos. Hartley e Müller, dois novatos, substituem Günther, cortejado pela BMW, e José María López, que não teve o contrato renovado.

Maximilian Günther (Foto: Reprodução)

Entre as outras dez equipes, cinco trocaram 50% da dupla. A NIO manteve Oliver Turvey e trocou Tom Dillmann por Qing Hua; a Mercedes segurou Stoffel Vandoorne e colocou De Vries na vaga de Gary Paffett; já na DS Techeetah, o bicampeão Jean-Éric Vergne perdeu Lotterer, mas ganhou Da Costa como companheiro; a Jaguar chamou Calado para ser dupla de Mitch Evans na vaga que era de Alex Lynn; a BMW, por fim, segue com Alexander Sims e foi atrás de Günther para substituir Da Costa.

 

Além destas sete esquadras, mais cinco seguraram a dupla por completo. A Virgin segue com Sam Bird e Robin Frijns; a Audi, com Lucas Di Grassi e Daniel Abt; a Venturi, com Felipe Massa e Edoardo Mortara; a Nissan, com Sébastien Buemi e Oliver Rowland; a Mahindra, com Jérôme D'Ambrosio e Pascal Wehrlein.

 

Com relação ao calendário, o campeonato começa um pouco mais cedo, em novembro, após as últimas edições partirem de dezembro. O local é o mesmo: Ad Diriyah, na Arábia Saudita, mas agora com uma rodada dupla. A intenção da categoria era contar com uma segunda prova já no dia 14 de dezembro, mas um conflito de data com as 8 Horas de Bahrein do WEC provocou uma mudança.

 

Outro conflito, entretanto, permanece: as 1.000 Milhas de Sebring e o eP de Sanya, na China, dividem o fim de semana dos dias 20 a 22 de março, o que causa um problema grave, uma vez que as categorias compartilham pilotos. A expectativa, por exemplo, é que Buemi, Hartley e Calado percam a etapa pelo compromisso com o endurance.


Logo nos primeiros dias de 2020, contudo, o campeonato chega ao Chile. Santiago recebe a única etapa da América do Sul, ainda que a cidade esteja sob fortes protestos populares e grave repressão estatal contra a população. A prova confirmada para 18 de janeiro rendeu um GP às 10, inclusive: é um risco, afinal. Hong Kong, igualmente afetada por protestos populares, foi sacada do calendário. A diferença entre as duas é que as manifestações chilenas começaram apenas depois da homologação do calendário. 

António Félix da Costa (Foto: BMW Motorsport)


A Cidade do México será a terceira etapa, em 15 de fevereiro, e Marrakech substitui Hong Kong em 29 de fevereiro. A cidade marroquina já recebeu três edições da prova, mas havia sido sacada. Voltou em regime de urgência por conta das manifestações na cidade-estado. É provável que o único dia de testes de meio de temporada seja exatamente em Marrakech, por conta da proximidade da Europa e do caráter semi-contínuo do traçado. Ainda não há confirmação, mas esse é o plano. 

 

As três corridas seguintes são velhas conhecidas: o eP de Sanya, já falado, e os ePs de Roma (4 de abril) e Paris (18 de abril. Da Europa, o campeonato vai de volta para a Ásia: o estreante eP de Seul recebe a Fórmula E em 3 de maio. O plano original para a prova da Coreia do Sul era fazer uma dobradinha com Sanya, ainda em março, mas é precisamente março o mês das chuvas na capital coreana. Desta forma, a data encontrada foi maio, para não mexer com os acordos já formalizados com as capitais italiana e francesa.

 

Jacarta é a outra estreante e foi colocada em 6 de junho, quase um mês depois de Seul, mas como a prova seguinte. Na realidade, a data separada para a capital da Indonésia era a de dezembro, mas como a prova foi confirmada somente dois meses antes e havia o conflito com o WEC, a prova foi mandada para uma dobradinha com Seul.


Em seguida, Europa de novo: Berlim, 21 de junho. Sede do fim do campeonato nos dois últimos anos, Nova York recebe a corrida em 11 de julho, mas não mais como desfecho. Londres, que recebeu as decisões em 2015 e 2016, volta ao calendário para sediar uma rodada dupla nos dias 25 e 26 de julho. Desta vez, entretanto, a casa é outra: o Parque Battersea deu lugar à Arena ExCeL, onde a prova terá uma parte da pista dentro do ginásio: a primeira corrida indoor da história da categoria.

 

As modificações são positivas. O calendário é o maior da história da categoria – apesar de correr no Chile ser decisão ao menos questionável. Numa categoria que conta com Nissan, DS, Audi, Jaguar, BMW, além de Mercedes e Porsche, ter mais corridas é fundamental para a exposição e o crescimento do campeonato. A entrada das fábricas e do grid dá a batalha entre ‘big players’ da indústria mundial que o campeonato sonhava quando deu a partida, mais de cinco anos atrás.

 

Tudo isso começa neste próximo fim de semana, dias 22 e 23 de novembro, na Arábia Saudita.






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