GUIA DA SÉRIE B: Reformulação fez do Vasco favorito ao acesso, mas time terá de lidar com retrancas sempre

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O Vasco foi rebaixado no Campeonato Brasileiro após lutar contra o rebaixamento por três anos seguidos. Com uma temporada emendada na outra e em meio à mudança entre diretorias, o time e o clube passaram por uma verdadeira revolução. Dez jogadores chegaram, outros 13 saíram e o Campeonato Carioca, no qual o time não se classificou para a semifinal pelo segundo ano consecutivo, serviu de laboratório para a competição que mais interessa no ano: a Série B do Campeonato Brasileiro.

Time-base: Vanderlei, Léo Matos, Ernando, Leandro Castan e Zeca; Romulo (Andrey) e Galarza; Morato, Marquinhos Gabriel e Gabriel Pec; Cano - Técnico: Marcelo Cabo

Vaivém do Vasco
Quem chegou: Vanderlei (Grêmio), Ernando (Bahia), Zeca (Internacional), Romulo (Shijiazhuang Ever Bright-CHN), Michel (Grêmio, empréstimo), Marquinhos Gabriel (sem clube), Sarrafiore (Internacional, empréstimo), Morato (Bragantino, empréstimo), Léo Jabá (Paok-GRE, empréstimo) e Daniel Amorim (Tombense, empréstimo)
Quem saiu: Fernando Miguel (Atlético-GO), Werley, Marcelo Alves (Vitória), Henrique (Lyon-FRA), Neto Borges (Genk-BEL), Yago Pikachu (Fortaleza), Fellipe Bastos, Marcos Junior, Leonardo Gil (Colo-Colo-CHI), Benítez (São Paulo), Carlinhos, Talles Magno (New York City-EUA) e Ygor Catatau (Vitória)
Quem pode chegar: Está com o elenco, em tese, fechado
Quem pode sair: Lucas Santos
Necessidade de reforços: Carências reveladas foram supridas nos últimos dias
Retorno de empréstimo: Ninguém

Os primeiros jogos:
29/5 - Vasco x Operário - São Januário
6/6 - Ponte Preta x Vasco - Moisés Lucarelli
12/6 - Brasil-RS x Vasco - Bento Freitas
16/6 - Vasco x Avaí - São Januário
19/6 - Vasco x CRB - São Januário
23/6 - Cruzeiro x Vasco - Mineirão
26/6 - Vasco x Brusque - São Januário
29/6 - Goiás x Vasco - Hailé Pinheiro
2/7 - Vasco x Confiança - São Januário
10/7 - Vasco x Sampaio Correia - São Januário

-> Confira a tabela da Série B do Campeonato Brasileiro

Opinião do setorista - Felippe Rocha
A vitória sobre o Flamengo, atual bicampeão brasileiro, da forma retumbante como se deu, se tornou naturalmente o modelo de atuação a ser alcançado pelo Vasco no restante da temporada. Por outro lado, também inevitavelmente definiu os holofotes todos sobre a equipe. Internamente, jogadores e comissão técnica esperam adversários retraídos em cada jogo da luta pelo acesso. A meu ver, têm razão para tal.

O técnico contratado para a temporada de reconstrução, Marcelo Cabo, foi campeão do torneio não faz muito tempo (2016) e conhece os desafios peculiares do tipo de jogo e de logística da competição. Quanto aos reforços, muitos dos contratados até aqui acrescentam nível de Série A - há quem diga que o time atual é melhor do que o que foi rebaixado, e eu também concordo.

A venda de Talles Magno, para além da necessidade financeira, não gerou temor de grande prejuízo técnico: no momento da saída, ele era o quarto na fila das opções para as pontas.

Nos jogos até aqui, a defesa foi o Calcanhar de Aquiles. Passou incólume somente em uma partida, e sofreu principalmente nas jogadas aéreas. O técnico Marcelo Cabo afirmou, há quase dois meses, ter encontrado a "espinha dorsal" do time. E embora sempre tenha que lidar com uma ou outra ausência, o volume ofensivo apresentado na maioria das apresentações dá razões para a torcida crer no time.

Entendo que o Vasco entra na Série B do Campeonato Brasileiro de 2021 não apenas como favorito ao acesso, mas ao título também. Mas exatamente essa aparente distância para os adversários é que pode fazer o time precisar se ajustar mais ofensivamente do que até aqui vem sendo visto.

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