Guia do Campeonato BR Feminino 2019 (parte II)

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<em>Brasileirão Feminino começa hoje; CBF fez parceria com Twitter para transmitir os jogos (Arte/CBF)</em>
Brasileirão Feminino começa hoje; CBF fez parceria com Twitter para transmitir os jogos (Arte/CBF)

Na continuação do guia da Série A-1 do Campeonato Brasileiro Feminino, o blog conta como foi a preparação e como estão as expectativas de Ferroviária, Flamengo, Foz/Athletico, Iranduba, Kindermann/Avaí, Santos, São Francisco e Sport para a competição.

Antes, uma novidade merece ser celebrada: a CBF anunciou uma parceria com o Twitter para transmitir a competição. Basta acessar o perfil @BRFeminino, não é necessário ter uma conta na rede social. Por enquanto, será transmitido um jogo por rodada. Em um ano histórico para o futebol feminino brasileiro, a medida traz mais visibilidade à competição e, por consequência, à modalidade.

Vamos à segunda parte do guia da Série A-1 do Brasileirão Feminino.

Ferroviária (SP)

<em>Guerreiras Grenás mantiveram apenas oito atletas de 2018 no elenco (Jonatan Dutra/AFE)</em>
Guerreiras Grenás mantiveram apenas oito atletas de 2018 no elenco (Jonatan Dutra/AFE)

As Guerreiras Grenás, semifinalistas em 2018, passaram por reformulação do elenco e da comissão técnica. O time contratou reforços importantes para dar um passo além e buscar o bicampeonato – foram campeãs em 2014, quando a meia Raquel Fernandes marcou 17 gols em 14 jogos.

“Queremos ir além nesta temporada. Montamos uma equipe forte e experiente para podermos disputar títulos, que são o grande objetivo da Ferroviária”, disse a coordenadora de futebol Ana Lorena Marche.

A maioria das atletas possuem CLT e são pagas pelo próprio clube. As mais novas recebem bolsa de estudo através da Fundação de Amparo ao Esporte Amador da cidade de Araraquara (Fundesport). O clube não informou o investimento na equipe feminina.

  • Técnico: Tatiele Silveira

  • Craques para ficar de olho: Luciana

  • Principais reforços da temporada: Luana Liberto e Lucilene (G), Andreia Rosa (Z), Isinha, Gabi Arcanjo (L), Maglia e Rafa Andrade (M), Aline Mliene, Nathane, Adriane Nenê e Kamilla (A)

Flamengo/Marinha (RJ)

<em>Campeão em 2016, Flamengo ainda busca peças para brigar pelo bicampeonato (Lucas Figueiredo/CBF)</em>
Campeão em 2016, Flamengo ainda busca peças para brigar pelo bicampeonato (Lucas Figueiredo/CBF)

Em parceria com a Marinha do Brasil, o time rubro-negro ainda procura reforços para o completar o elenco. O time começou a pré-temporada em janeiro e treinou bastante tática, técnica e condicionamento físico para entrar no torneio brigando pela parte de cima da tabela.

“Nossa filosofia é estar sempre buscando e pensando em títulos, independente da competição. Queremos muito o bicampeonato brasileiro nesta temporada, já que batemos na trave no ano passado”, disse o técnico Ricardo Abrantes.

Todas as jogadoras da equipe são atletas da Marinha do Brasil e ocupam o posto de terceiro Sargento, pois entraram na equipe por meio de um edital, o que lhes garante moradia, alimentação e planos de saúde. Porém, o clube não informou se as atletas têm carteira assinada nem o investimento mensal na equipe feminina.

  • Técnico: Ricardo Abrantes

  • Craques para ficar de olho: Juliana e Dany Helena

  • Principais reforços da temporada: Carol Mattos e Sâmia

Foz Cataratas/Athletico (PR)

<em>Neste ano, Foz Cataratas terá parceria com o Athletico-PR (Miguel Locatelli/Foz/Athletico)</em>
Neste ano, Foz Cataratas terá parceria com o Athletico-PR (Miguel Locatelli/Foz/Athletico)

Eliminado na primeira fase em 2018, o time paranaense passou por grande reformulação. Das 34 atletas que vestiram a camisa do time no ano passado, apenas oito seguem neste ano.

“As nossas expectativas são as melhores possíveis, sempre em busca melhores resultados e novos títulos”, disse o gerente de futebol Igor Damaceno.

O Foz Cataratas encerrou a parceria com o Coritiba e fechou com o Athletico-PR em 2019. O time feminino ainda não é profissionalizado, no sentido de ter as carteiras das atletas assinadas, mas Damaceno garantiu que é um dos objetivos para 2019. O clube não informou os gastos mensais com a equipe feminina.

  • Técnico: Gezi Damaceno Júnior

  • Craques para ficar de olho: Marta

  • Principais reforços da temporada: Marta, Magna e Jayanne

Iranduba (AM)

<em>Hulk da Amazônia montou elenco forte para buscar o bicampeonato (Iranduba/Divulgação)</em>
Hulk da Amazônia montou elenco forte para buscar o bicampeonato (Iranduba/Divulgação)

Uma das equipes mais tradicionais da modalidade, o Hulk da Amazônia participou de todas as edições do Brasileiro e foi campeão em 2015. O time se reforçou bem, com destaque para a renovação com Andressinha, que depois de uma temporada no Portland Thorns FC voltou em novembro para a Libertadores e renovou seu vínculo para o Brasileiro. A meia da Seleção foi recepcionada por dezenas de torcedores no desembarque em Manaus. Quanto à preparação, a equipe começou um pouco mais tarde neste ano, já que, por ter sido semifinalista da Libertadores, teve jogos até dezembro.

“Começamos um pouco mais tarde para que as meninas pudessem ficar um pouco mais com suas famílias, mas a preparação foi boa, de forma que o time entre na competição em condições, embora a tabela seja complicada para nós no início, com adversários fortes”, disse o diretor Lauro Tentardini. “Com certeza vamos crescer no decorrer do campeonato.”

O time é profissionalizado e assina carteiras das atletas desde 2017, com investimento mensal de quase R$ 200 mil.

  • Técnica: Igor Cearense

  • Craque para ficar de olho: Yoreli Rincón, Djenifer e Andressinha

  • Principais reforços da temporada: Yoreli Rincón, Andressinha, Danúbia, Paloma e Quézia

Kindermann/Avaí (SC)

<em>Equipe de Caçador (SC) terá parceria inédita com Avaí em 2019 (Kindermann/Divulgação)</em>
Equipe de Caçador (SC) terá parceria inédita com Avaí em 2019 (Kindermann/Divulgação)

Um dos poucos que manteve a base do time de 2018, quando foi eliminado nas quartas de final do Brasileiro, a equipe se vê em vantagem na parte física das atletas, que “se cuidaram e mantiveram rotina de exercícios durante as férias” e deu liberdade para a comissão técnica trabalhar mais a parte tática e de entrosamento.

“Temos um time bem fechado, com atletas muito boas. Neste ano a equipe já está bem adiantada em termos de preparação física e técnica, então queremos vencer o Brasileirão e conquistar uma vaga na Libertadores”, disse o presidente e fundador do time, Salézio Kindermann.

O Kindermann associou-se ao Avaí nesta temporada e vê a parceria com um clube de camisa como algo que trará mais visibilidade e apoio à modalidade. As atletas ainda não possuem CLT, mas recebem benefícios como assistência média, alojamento, alimentação e bolsa na faculdade. Os gastos mensais com a equipe giram em torno de R$ 120 mil.

  • Técnico: Jorge Barcellos

  • Craques para ficar de olho: Micaelly Brasil e Dioneide Landres

  • Principais reforços da temporada: Luiza Jesus, Miriam Thaís Werle, Érica Gomes, Simeia Alves, Micaelly Brasil, Maria Eduarda Matos, Thainí Nunes, Luana Rodrigues, Kirara Fujio e Mylena Cruz Freitas

Santos (SP)

<em>Sereias foram campeãs da A-1 em 2011, após vencerem Corinthians na final (Divulgação/Santos)</em>
Sereias foram campeãs da A-1 em 2011, após vencerem Corinthians na final (Divulgação/Santos)

Das equipes femininas mais tradicionais equipes do Brasil, as Sereias da Vila querem repetir o feito de 2017, quando foram campeãs nacionais. A equipe se preocupou em fazer uma pré-temporada reforçada, pois acredita que o nível do Brasileirão feminino está evoluindo a cada ano.

“O Santos sempre vai estar ali querendo estar na briga de títulos”, disse a craque Maurine. “Tem outros times fortes, como Corinthians, Kindermann e Ferroviária, o nível do campeonato ficou forte e a tendência é melhorar ainda mais. Da nossa parte, vamos brigar para colocar o Santos onde o Santos merece estar.”

Desde 2015, quando retomou as atividades do futebol feminino, o Santos profissionalizou a equipe e assina as carteiras de trabalho de todas as atletas do elenco. O clube afirmou que investe R$ 2,5 milhões por ano no time feminino.

  • Técnico: Emily Lima

  • Craques para ficar de olho: Maurine

  • Principais reforços da temporada: Kemelli (G), Gislaine (Z), Leila (LD), Katielle (LE), Rita Bove, Cláudia Soto e Bebel (M), Amanda Gutierres, Maria Dias, Gláucia e Paola (A)

São Francisco (BA)

<em>São Francisco do Conde espera ano melhor após quase ser rebaixado em 2018 (SFC/Divulgação)</em>
São Francisco do Conde espera ano melhor após quase ser rebaixado em 2018 (SFC/Divulgação)

A equipe participou de todas as edições do Brasileiro, mas sua melhor campanha foi um modesto sexto lugar em 2013. No ano passado, quase caiu para a segunda divisão, mas espera fazer uma temporada diferente em 2019. Para isso contratou três jogadoras estrangeiras, contratou o preparador físico Ronaldo e o fisiologista Robson Carvalho, a fim de dar ainda mais suporte às jogadoras.

“A expectativa é muito boa para fazermos um bom campeonato. Sabemos que será difícil, com os clubes se adequanto às normas da Conmebol, mas estamos ansiosos”, disse o diretor Chiquinho.

O clube não assina carteiras, mas oferece às jogadoras alojamento, alimentação, assistência média e plano odontológico.

  • Técnico: Carlos Alberto (Carlinhos)

  • Craque para ficar de olho: Florência, Stefanni Torres e Diana

  • Principais reforços da temporada: Florência (ARG), Stefanni Torres (PER) e Diana (COL)

Sport (PE)

<em>Sport dispensou atletas campeãs pernambucanas e teve que montar elenco do zero (Anderson Freire/Sport)</em>
Sport dispensou atletas campeãs pernambucanas e teve que montar elenco do zero (Anderson Freire/Sport)

O Sport dispensou todas as suas atletas e encerrou o futebol feminino em fevereiro. Porém, pressionado pela Federação Pernambucana de Futebol e com receio de ser punido pela CBF por desistir do torneio após o prazo permitido, o clube decidiu nos últimos dias que iria buscar parcerias e patrocínios para manter a vaga. Provavelmente não terá a mesma força de 2018, quando foi campeão pernambucano, pois teve que correr para montar elenco e comissão técnica e teve pouco ou nenhum tempo para treinar.

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