Aos 12 anos, Gui Khury relembra 1080º e pensa em Paris-24

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Gui Khury durante treino na estrutura montada pela família em maio de 2020 (Foto: REUTERS/Rodolfo Buhrer)
Gui Khury durante treino na estrutura montada pela família em maio de 2020 (Foto: REUTERS/Rodolfo Buhrer)

Com apenas 12 anos, Gui Khury já fez história no skate. Em 2020, ele se tornou o primeiro a completar o 1080º - manobra com três voltas completas no ar - usando apenas uma rampa vertical. Um ano depois, ele foi o primeiro a acertar a manobra em uma competição no vert para se tornar o campeão mais jovem da história do X Games. Tudo isso ao lado de Tony Hawk, o dono do 900º e o maior nome da história do esporte.

"Eu estava muito focado e confiante de que iria acertar, até porque já tinha acertado duas vezes na GreenBox [pista construída pela família de Gui] antes. Também tinha treinado bastante. Quando acertei, foi uma sensação muito boa. Fiquei muito emocionado na hora e lembro que todos vibraram muito. Foi legal receber o carinho dos outros skatistas que estavam lá e ser abraçado pelo Tony, que é uma lenda do skate", relembra Gui em entrevista ao Yahoo Brasil.

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O curitibano faz parte de uma onda muito forte de jovens no skate. Na última Olimpíada, por exemplo, a modalidade street no feminino teve um pódio com atletas de 14, 13 e 16 anos - Momiji Nishiya, Rayssa Leal e Funa Nakayama, respectivamente. 

Não é uma novidade para o mundo do skate, visto que na década passada Mitchie Brusco e Tom Schaar disputavam provas de elite mesmo no início da adolescência, mas a visibilidade tem sido maior para o público geral recentemente, até por causa da entrada do esporte nas Olimpíadas. 

"O skate é como uma família, nós torcemos uns pelos outros e eu sempre quis viver do skate, então fico muito feliz de ver o esporte crescer e ver outros atletas da minha idade competindo em um nível muito alto também", contou o jovem que recentemente postou fotos com outro expoente adolescente do skate, a britânica Sky Brown, enquanto dividiam a pista na casa da skatista brasileira Yndiara Asp.

Ainda sobre Olimpíadas, Gui diz que prefere focar nos compromissos atuais, mas que vem treinando bastante park, modalidade em que poderia disputar os Jogos de Paris em 2024. O vertical, onde o jovem se destaca, ficou de fora do programa olímpico, que recebeu apenas as modalidades street e park. 

Nascido em Curitiba, Gui foi com a família para os Estados Unidos aos 2 anos e logo aos 4 já deu seus primeiros passos no skate, apoiado pelos pais. De volta ao Brasil em 2015, a família construiu uma estrutura de treino ao lado de casa, a GreenBox. 

"[O apoio dos meus pais] tem sido muito importante. Eles estão comigo o tempo todo e sempre me apoiaram. Foi meu pai que me apresentou o skate, inclusive. E hoje temos uma estrutura profissional, que é a GreenBox, onde eu posso treinar do lado de casa, além de receber amigos skatistas para treinar junto também, fazer campeonatos amistosos e me divertir", conta o curitibano.

Quando está no Brasil, ele treina cerca de três vezes por semana, normalmente na GreenBox. Já nos Estados Unidos, a rotina aumenta, com treinos duas vezes ao dia, de três a quatro horas.

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