Guardiola recusa ceder jogadores para seleções se tiverem que cumprir quarentena

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Os técnicos Jurgen Klopp (E), do Liverpool, e Pep Guardiola, Manchester City

O técnico do Manchester City, Josep Guardiola, apoiou a posição do treinador do Liverpool, Jürgen Klopp, e considerou que "não faz sentido" ceder jogadores para partidas de seleções nacionais na janela de março, se eles tiverem que obedecer às quarentenas após seu retorno ao Reino Unido.

Indivíduos que desembarcam para o Reino Unido de uma "lista vermelha" de países, que inclui Brasil e Argentina, por exemplo, devem cumprir dez dias de isolamento em um hotel, de acordo com a regulamentação em vigor.

"Acho que não faz sentido se os jogadores viajarem com suas seleções nacionais e depois tiverem que se isolar por dez dias quando voltarem", afirmou Guardiola nesta sexta-feira.

“Trabalhamos muito durante sete, oito ou nove meses. Depois da data Fifa (período de jogos oficiais das seleções) vem a parte decisiva da temporada, e se jogadores importantes, talvez seis, sete, oito ou nove jogadores não puderem jogar por dez dias, isso não faz sentido", acrescentou.

Alguns países realocaram seus compromissos para contornar as restrições. Portugal anunciou que seu duelo como mandante contra o Azerbaijão, pelas eliminatórias para a Copa do Mundo, em Turim (Itália), enquanto a Noruega jogará contra a Turquia em Málaga (Espanha).

Os maiores problemas são com as partidas das Eliminatórias Sul-Americanas.

No início de fevereiro, a Fifa manteve até pelo menos o final de abril a flexibilização da regra sobre a cessão de jogadores convocados, medida introduzida em agosto de 2020, como efeito da pandemia covid-19.

Os clubes são normalmente obrigados a permitir que seus jogadores participem de jogos por suas seleções em datas decididas pela Fifa.

O relaxamento da regra permite que eles levem em consideração medidas de quarentena ou restrições de viagem relacionadas à pandemia.

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