Grupo político do Flamengo alega 'trâmite distorcido na origem' e se abstém na votação das contas de 2020

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A votação das contas de 2020 segue causando reações na política do Flamengo. Após o grupo "SóFla" divulgar, na última segunda-feira, uma nota criticando o sistema adotado pela diretoria para aprovar o Balanço Financeiro, foi a vez do "Flamengo da Gente" se manifestar. Em nota oficial divulgada nesta quinta, os integrantes do grupo anunciaram a abstenção na votação das contas de 2020 no Conselho Deliberativo.

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Este é o segundo ano consecutivo em que os conselheiros e as conselheiras do Flamengo da Gente se abstiveram na votação das contas do Flamengo. A principal crítica é a falta de debate e diálogo no processo. Segundo o grupo, com o sistema marcado pela “aprovação” ou “rejeição” por e-mail, "o Conselho Deliberativo avançou mais um pouco no seu processo de transformação em Conselho Carimbador."

Vale lembrar que no modelo adotado pelo clube cada um dos conselheiros devia responder o e-mail entre os dias 23 e 29 de abril, apenas com “sim” ou “não” para a aprovação da prestação de contas do último ano.

Na nota divulgada nas redes sociais, o Flamengo da Gente ressalta a importância da intercomunicação e da exposição de pontos de vista na votação de contas, a "sessão mais importante para o Conselho Deliberativo". Os conselheiros ainda destacaram que o Conselho teve 12 meses para se adaptar às restrições trazidas pela pandemia da Covid-19.

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Apesar da discordância em relação ao sistema de avaliação das contas, o grupo político levantou questões sobre o conteúdo do Balanço Financeiro do Flamengo, divulgado no último mês. Entre os assuntos questionados estão:

- Falta de transparência e redução dos direitos econômicos do Flamengo sobre atletas do clube;
- Detalhamento sobre receitas e despesas da Flaflu Serviços, empresa que é responsável pela administração do Complexo do Maracanã;
- Detalhamento dos direitos de transmissão, detalhamento da parceria com o BRB para apuração de valores variáveis referente ao patrocínio;
- Ressalva dos auditores por conta do intangível de atletas em formação;
- Aumento significativo da provisão para contingências cíveis;
- Necessidade de apontamento dos gastos com indenizações pela Tragédia do Ninho do Urubu;
- Aumento significativo da rubrica “Outras Despesas” e das despesas com fornecedores; e
- Remuneração da diretoria em patamares semelhantes aos de 2019 no mesmo momento em que houve significativa redução das despesas administrativas.

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O Flamengo da Gente revelou que alguns dos pontos foram esclarecidos pela diretoria atual de forma adequada, mas outros foram respondidos "de forma evasiva, sem a devida transparência".