Gritos homofóbicos podem tirar o México da próxima Copa

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Gritos da torcida mexicana são conhecidos pelos adversários. Foto: Ralph Freso/Getty Images
Gritos da torcida mexicana são conhecidos pelos adversários. Foto: Ralph Freso/Getty Images

Os torcedores mexicanos podem fazer com que a seleção do país não participe da próxima Copa do Mundo de Futebol, que será disputada em 2022, no Catar. O motivo são os gritos homofóbicos que têm sido ouvidos em partidas do campeonato local e da equipe nacional, comportamento e que tem incomodado a Fifa.

Em mais de uma oportunidade, e entidade que controla o futebol advertiu a federação mexicana (FMF) sobre a atitude dos torcedores, que costumam gritar “puto” para os adversários. Apesar de a palavra não ser exatamente homofóbica, é utilizada em um contexto preconceituoso, segundo a federação.

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Os mexicanos já receberam 17 sanções, além de uma multa de 109 mil dólares pelo comportamento dos fãs em amistoso contra o Estados Unidos, em maio deste ano. Recentemente, a equipe nacional teve que atuar sem torcedores em uma partida das Eliminatórias para a Copa do Mundo. 

Mas as sanções podem ser mais severas se a atitude não parar – perda de pontos e não participação do Mundial são possibilidades colocadas pela Fifa.

Mexicanos também estão na mira da Concacaf 

A atitude da torcida mexicana não incomoda apenas a Fifa, mas também a Concacaf, entidade que regula o futebol nas Américas do Norte, Central e Caribe, já que os gritos também puderam ser ouvidos em partidas da Copa Ouro, organizada pela confederação. 

Na semifinal do torneio continental, disputada entre mexicanos e canadenses, o árbitro paralisou o jogo por alguns minutos até que as ofensas parassem, e até um recado precisou ser colocado no telão do estádio, em Houston (Texas).

"Se esse comportamento persistir, vocês serão retirados do estádio, a partida pode ser suspensa ou encerrada e não haverá ressarcimento. Discriminação não tem lugar no futebol", dizia. 

Segundo o presidente da FMF, Yon de Luisa, a luta contra os cantos preconceituosos nos estádios têm sido grande desde 2019, quando os clubes e a federação passaram a fazer campanhas contra os cantos nos estádios.

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