Griezmann agradece por papel ingrato na seleção da França

Meia-atacante da seleção da França Antoine Griezmann durante partida contra Polônia pelas oitavas de final da Copa do Mundo do Catar

Por Julien Pretot

DOHA (Reuters) - O jogador francês Antoine Griezmann ainda não marcou gols nesta Copa do Mundo, mas o meia-atacante não se importa, já que está aproveitando seu retorno ao mais alto nível com os atuais campeões mundiais.

Griezmann, cujo papel é ligar o meio-campo e a linha de frente em uma função em que defende tanto quanto ataca, é um homem feliz dentro e fora do campo.

Enquanto Kylian Mbappé marcou cinco gols no Catar para levar sua contagem geral em Copas do Mundo para nove e Olivier Giroud ultrapassou Thierry Henry para se tornar o maior artilheiro da história da seleção da França com 52 gols, Griezmann tem trabalhado incansavelmente na linha atrás deles.

"Tive chances de marcar contra a Dinamarca, mas perdi. Talvez não esteja tão perto da área como costumava estar. Estou jogando boas partidas", disse Griezmann, que jogou um recorde de 71 partidas consecutivas com os Bleus, a repórteres.

"Ainda não marquei um gol, mas não chuto 50 vezes por jogo e não estou obcecado com isso. A equipe precisa de mim no meio-campo para fazer a ligação entre a defesa e o ataque. Estou muito orgulhoso e feliz."

O técnico Didier Deschamps não perdeu sua fé em Griezmann mesmo quando o jogador não passava por boa fase no Barcelona e foi colocado no banco de reservas em seu retorno ao Atlético de Madrid no ano passado.

"Devo tudo a ele, então, quando jogo, jogo pela França, meus companheiros de equipe, mas também pelo técnico", disse Griezmann, que correu nada menos que 11,3 quilômetros no domingo, quando a França venceu a Polônia por 3 x 1 para garantir um confronto de quartas de final contra a Inglaterra no sábado.

"Estar bem fisicamente me ajuda muito. Não há problemas na minha vida privada", disse Griezmann. "Na minha cabeça, tive momentos difíceis no Barça e no ano passado, quando voltei ao Atlético. Foi complicado, tive que me tornar muito pequeno, tive que me encontrar, dentro e fora do campo."

(Reportagem de Julien Pretot)