Grandes de SP reduzem salários de jogadores, técnicos e funcionários

CARLOS PETROCILO
Folhapress
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 20.12.2019 - Vanderlei Luxemburgo, técnico do Palmeiras, durante entrevista exclusiva à Folha, no centro de treinamento do Palmeiras, na zona oeste de São Paulo. (Foto: Eduardo Knapp/Folhapress)
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 20.12.2019 - Vanderlei Luxemburgo, técnico do Palmeiras, durante entrevista exclusiva à Folha, no centro de treinamento do Palmeiras, na zona oeste de São Paulo. (Foto: Eduardo Knapp/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O Palmeiras anunciou nesta quinta-feira (30) uma redução salarial de 25% no departamento de futebol. O acordo engloba os salários dos meses de maio e junho de todo o elenco, além da comissão técnica, comandada por Vanderlei Luxemburgo, e dos departamentos financeiros e jurídicos.

O comunicado diz que a diretoria do Palmeiras tomou a medida diante da paralisação das atividades esportivas em decorrência da pandemia de Covid-19. O Campeonato Paulista está suspenso desde o dia 16 de março, enquanto o Campeonato Brasileiro não tem previsão de início.

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O clube alviverde não é o primeiro a tomar medida nesse sentido. O jornal Folha de S.Paulo publicou, no último dia 21, que o São Paulo fez acordo para suspender o pagamento dos direitos de imagem, que correspondem a até 40% do salário dos jogadores. Os contratos em carteira do elenco são-paulino foram reduzidos em 50%, com a previsão que essa diferença seja quitada quando o futebol voltar à normalidade.

O Palmeiras também alterou o fluxo do pagamento dos direitos de imagem: os valores de abril serão divididos entre os meses de agosto e dezembro deste ano, enquanto os de maio serão divididos entre janeiro e junho de 2021.

"Vivemos um momento de uma crise de grandes proporções no mundo", disse o presidente do Palmeiras, Maurício Galiotte.

O comunicado do Palmeiras reúne alguns posicionamentos favoráveis às medidas, de Luxemburgo e dos atletas Dudu, Bruno Henrique e Felipe Melo. "Essa decisão democrática é a maneira que temos para contribuir com o equilíbrio financeiro do clube, a manutenção do seu quadro de funcionários e atravessar esse momento da melhor maneira possível", afirma o técnico.

Corinthians e Santos informaram que também adotaram dispositivos da Medida Provisória 936. O texto, editado pelo governo federal para tentar amenizar os impactos da crise durante o isolamento social, permite que empresas reduzam jornadas e salários em até 70% por três meses e suspendam contratos de trabalho por dois meses.

O Corinthians diz que essa medida se aplica atualmente aos funcionários do clube. Quanto aos jogadores, a diretoria "aguarda o retorno dos atletas do período de férias para definir como o elenco profissional de futebol irá contribuir para a mitigação dos efeitos econômicos da crise".

O Santos também antecipou as férias dos seus atletas e, conforme permite a MP, irá pagar o terço adicional sobre as férias no mês de dezembro.

Procurado pela reportagem, o clube não retornou até a publicação deste texto. Até a semana passada, planejava oferecer uma redução de até 50% do salário para atletas e funcionários.

Todos os clubes afirmam terem pago os salários em regime CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) de março (quitados no início de abril).

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