Gramado sintético x grama natural: as principais reclamações e o que muda em campo

Goal.com
Com dois dos 20 times da Série A do Brasileirão utilizando gramados sintéticos, seu time terá que jogar no "tapete"
Com dois dos 20 times da Série A do Brasileirão utilizando gramados sintéticos, seu time terá que jogar no "tapete"

Nesta quarta-feira (12), o Palmeiras apresentou de maneira oficial, com um vídeo, o novo gramado do Allianz Parque, e fez um velho assunto voltar à tona: grama natural x grama sintética.

Nos últimos anos, tal debate se amplificou depois de o Athletico-PR introduzir um gramado sintético na Arena da Baixada, em 2016, com rivais chamando o estádio de "tapetinho" e torcedores do Furacão exaltando a força da equipe paranaense dentro de casa.

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Ma, a dúvida permanece: quais as vantagens e desvantagens da grama sintética, em relação ao gramado natural. Para responder a essa pergunta, a Goal preparou uma matéria explicandoE o assunto. Confira!

Quais as diferenças da grama sintética para a natural?

A principal vantagem da grama sintética, ao menos para o time que utilizá-la, é o menor tempo de manutenção que o gramado necessita, em comparação com a grama natural. No caso do Palmeiras, o que atraiu o clube foi a possibilidade de perder menos jogos por conta de shows em seu estádio: o o clube pode apenas retirar o gramado e não perder partidas no Allianz Parque.

Mesmo os mais modernos gramados sintéticos ainda esquentam muito mais que a grama natural, em partidas mais longas. Além disso, a bola fica mais rápida e o jogo, mais acelerado.

Desta maneira, a aplicação do gramado sintético favoreceria times mais rápidos, que atuem em velocidade, como era o Athletico de Tiago Nunes.

Quando o gramado estava sendo aplicado na Arena da Baixada, o próprio presidente do Athletico, Mário Celso Petraglia, admitiu que considerava a grama sintética uma vantagem estratégica para o Furacão. Pouco adaptados, jogadores rivais tem dificuldades de atuarem no gramado.

Esta também é uma das principais críticas aos gramado sintético: como os jogadores de equipes visitantes não estão adaptados a atuarem neste tipo de grama, isto acabar levando a uma incidência maior de lesões. Rafinha, do Coritiba, em entrevista ao DAZN, afirmou que, na primeira vez em que atuou na Arena da Baixada, acabou contraindo uma lesão no púbis devido ao gramado.

Recentemente, o UOL, usando a base de dados da MLS, fez um levantamento e não encontrou uma incidência maior de lesões no gramado sintético. Apenas uma lesão tem um salto signficativo: no tornozelo.

Na mesma matéria, a publicação também divulgou uma pesquisa, de 2016, também na MLS, que afirmou que 94% dos jogadores acreditam que teriam mais chance de contraírem lesões no gramado sintético do que na grama natural.

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