GP de Singapura de F1 sem público é "inconcebível", diz organização

AFP
O circuito noturno de Marina Bay, em Singapura, na corrida de 22 de setembro de 2019
O circuito noturno de Marina Bay, em Singapura, na corrida de 22 de setembro de 2019

É "inconcebível" organizar o Grande Prêmio de Fórmula 1 de Singapura com portões fechados, declarou nesta segunda-feira (18) um porta-voz da organização da corrida, disputada em um circuito urbano da pequena cidade-Estado.

"Como o GP de Fórmula 1 de Singapura é disputado num circuito urbano, não pode ser organizado com portões fechados", declarou o porta-voz.

Os trabalhos neste circuito urbano "precisam de infraestruturas temporárias consideráveis" e "levam geralmente três meses" para serem montadas, continuou a fonte.

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Os organizadores do GP anunciaram que estão conversando com os dirigentes da F1, com o governo de Singapura e com as outras partes envolvidas "com o objetivo de avaliar diferentes possibilidades" para organizar a corrida, prevista para 20 de setembro.

A crise do coronavírus alterou o calendário dos GPs de F1 para a temporada 2020.

Após o adiamento (Bahrein, Vietnã, China, Holanda, Espanha, Azerbaijão e Canadá) ou cancelamento (Austrália, Mônaco e França) das dez primeiras corridas, o promotor da F1 planeja iniciar a temporada em 5 de julho no circuito Red Bull Ring de Spielberg, na Áustria. Uma segunda corrida no mesmo circuito poderia ser disputada no fim de semana seguinte.

Dois GPs consecutivos viriam depois em Silverstone, na Inglaterra, caso o governo deste país der seu aval. Em seguida, a corrida em Spa-Francorchamps, na Bélgica, seria mantida para 30 de agosto, sempre com portões fechados.

Segundo esta programação, o campeonato terminaria em dezembro em Abu Dhabi e contaria com 15 a 18 corridas, ao invés das 22 planejadas inicialmente. O regulamento da F1 exige que pelo menos oito corridas sejam disputadas para que a temporada seja validada.

Singapura é um dos países menos afetados pela pandemia do coronavírus, com apenas 22 mortes e cerca de 28.000 pessoas infectadas.

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