Governo paulista não segue recomendação do MP e evita paralisar o Paulistão

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Ao contrário do esperado, o governo do estado de São Paulo optou por não suspender as partidas do Campeonato Paulista nesse momento. Em coletiva realizada na tarde dessa quarta-feira (10), o governador João Doria evitou anunciar medidas ainda mais restritivas no estado por conta do aumento do número de internações por conta da Covid-19.


O anúncio da paralisação dos jogos do estadual era esperado já nessa coletiva. Isso porque na terça-feira (9), o procurador-geral do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) Mario Sarrubbo recomendou publicamente a Doria a suspensão de partidas de futebol e de atividades religiosas coletivas. Porém, o coordenador do Centro de Contingência, Paulo Menezes, não descartou a aplicação das medidas mais à frente:

- Estamos trabalhando em como viabilizar medidas que possam aumentar o nível de isolamento social. Não tomamos medidas em função de um setor ou outro. O que precisamos é reduzir o contato entre as pessoas. Em relação às recomendações, elas podem fazer parte de uma série de medidas que vão se somar ao que já temos hoje. Estamos trabalhando nisso. O governador vai anunciar isso assim que for conveniente - avaliou Menezes durante a coletiva desta quarta.

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Por enquanto, o Campeonato Paulista, que teve início no dia 27 de fevereiro, segue sem torcida presente nos estádios. Na terça, após a recomendação do Ministério Público, a Federação Paulista de Futebol (FPF) veio a público para se posicionar contra a paralisação dos jogos do Paulistão por meio do seu comitê médico, presidido pelo médico Moisés Cohen.

- A Federação Paulista de Futebol reitera que não há qualquer argumento científico que sustente a tese de que o futebol profissional gere aumento no número de casos. Pelo contrário, o futebol possui um protocolo extremamente rigoroso, com acompanhamento médico diário e testagem em massa de seus profissionais. Uma eventual paralisação seria ainda mais prejudicial ao combate à Covid-19, pois deixaria expostos milhares de atletas, que não mais passariam a ter o controle médico diário e de testagem que o futebol oferece. A FPF acredita que o Governo do Estado de São Paulo continuará seguindo a ciência e manterá o futebol profissional em atividade, seguindo o protocolo de saúde por ele aprovado - declarou a entidade.

Até o momento, o estado segue na fase vermelha, a mais crítica dentre as fases do plano que regula a flexibilização das atividades durante a pandemia. Neste estágio, é proibida qualquer atividade que gere aglomeração. É permitido o funcionamento de serviços considerados essenciais apenas, como serviços de alimentação e saúde. O prazo estipulado pelo governo para o estado sair dessa fase é do dia 19 de março. Além disso, na coletiva o governador também anunciou uma ampliação nas etapas de vacinação: a partir da próxima segunda-feira (15), idosos de 75 e 76 anos começarão a ser vacinados; e a partir do dia 22 de março, serão vacinados idosos entre 72 e 74 anos.