Governo gasta R$ 4,2 mil por médico enviado a Manaus para disseminar cloroquina

Redação Notícias
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Brazil's Health Minister Eduardo Pazuello walks after a news conference, amid the coronavirus disease (COVID-19) outbreak, in Manaus, Amazonas state, Brazil, January 26, 2021. Picture taken January 26, 2021. REUTERS/Bruno Kelly
A força-tarefa agiu em Manaus no dia 11 de janeiro, um dia após a crise da falta de oxigênio. (Foto: REUTERS/Bruno Kelly)

O Ministério da Saúde gastou, em média, R$ 4,2 mil com cada um dos médicos enviados a Manaus para fiscalizar das UBSs e incentivar o uso de remédios sem eficácia comprovada contra Covid-19, como a cloroquina.

No valor, estão gastos com passagens aéreas e diárias. De acordo com os dados disponíveis no no Painel de Viagens, do Ministério da Economia, os bilhetes de avião custaram entre R$ 2.783 e R$ 4.535, e cada um dos médicos recebeu diária de R$ 655.

As informações foram publicadas na coluna Painel, do jornal Folha de São Paulo.

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A força-tarefa com os profissionais agiu em Manaus no dia 11 de janeiro — um dia após o governador Wilson Lima (PSC) pedir ajuda ao governo federal pela crise da falta de oxigênio — a convite de Mayra Pinheiro, secretária indicada pelo ministro Eduardo Pazuello e conhecida como “Capitã Cloroquina”.

É a assinatura de Mayra que consta no ofício encaminhado a Manaus em que afirma que era “inadmissível” a não utilização do “tratamento precoce”. Também partiu dela a iniciativa do TrateCov, página na internet que orienta a administração de cloroquina e antibióticos até para dor de barriga de bebê ou sintomas de ressaca.

As medidas pró-medicamentos sem eficácia no Amazonas são um dos pontos da investigação autorizada pelo STF (Supremo Tribunal Federal) contra o ministro.