Governo Bolsonaro pagou R$ 41 milhões a empresa da ex-mulher de Wassef

Brazilian Frederick Wassef, lawyer of President Jair Bolsonaro, attends the inauguration ceremony of the Minister of Communications Fabio Farias, at Planalto Palace in Brasilia, Brazil, June 17, 2020. (Photo by Sergio LIMA / AFP) (Photo by SERGIO LIMA/AFP via Getty Images)
Brazilian Frederick Wassef, lawyer of President Jair Bolsonaro, attends the inauguration ceremony of the Minister of Communications Fabio Farias, at Planalto Palace in Brasilia, Brazil, June 17, 2020. (Photo by Sergio LIMA / AFP) (Photo by SERGIO LIMA/AFP via Getty Images)

A empresa Globalweb Outsourcing recebeu R$ 41,6 milhões do governo de Jair Bolsonaro (sem partido). A companhia foi fundada por Cristina Boner Leo, ex-mulher de Frederick Wassef, advogado do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), filho do presidente.

Em um imóvel de Wassef, localizado em Atibaia (SP), foi encontrado Fabrício Queiroz, investigado por suspeita de operar esquema de “rachadinha” - recolhimento de parte do salário de servidores - no gabinete de Flávio Bolsonaro quando era deputado estadual.

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A empresa da ex-mulher de Wassef, segundo reportagem do portal UOL, presta serviços de informática e tecnologia da informação a diferentes órgãos da administração federal, como o Ministério da Educação e o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

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A Globalweb também foi contratada nos governos de Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (MDB), porém recebeu R$ 42 milhões durante toda a gestão dos dois presidentes, ao passo que Bolsonaro desembolsou valor equivalente com menos de 18 meses de gestão.

Segundo levantamento feito pelo UOL no portal da Transparência e Diário Oficial, os contratos que a empresa tinha negociado com governos anteriores foram prorrogados e receberam aditivos de R$ 165 milhões pela gestão de Bolsonaro. O novo governo ainda fechou novos contratos com a Globalweb por R$ 53 mi, totalizando R$ 218 milhões a serem pagos nos próximos anos.

Wassef respondeu que os negócios da empresa não têm relação alguma com ele, acusou um ex-marido de Cristina Boner Leo de persegui-la e defendeu Jair Bolsonaro. A Globalweb e Cristina negaram "qualquer tentativa de vinculação de seus resultados ou das contratações como fruto de influência política".

O Palácio do Planalto não se manifestou.

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