Governador do AM é alvo de operação da PF sobre suspeita de desvio na compra de respiradores

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Em um único contrato investigado, por exemplo, foi encontrada suspeita de superfaturamento de no mínimo R$ 496 mil (Foto: Agência Brasil)
Em um único contrato investigado, por exemplo, foi encontrada suspeita de superfaturamento de no mínimo R$ 496 mil (Foto: Agência Brasil)

O governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC-AM), é alvo de buscas e bloqueios de bens na Operação Sangria, deflagrada nesta terça-feira (30) pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal (MPF), por suspeita de fraude e desvio de dinheiro público na compra de respiradores que seriam destinados a hospitais que atendem pacientes com coronavírus. O Amazonas registrou 2.792 mortes pela Covid-19 e 69.893 casos confirmados até a manhã de hoje (30).

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Segundo informações do G1, a Polícia Federal cumpre os mandados de prisão temporária contra oito pessoas, além de buscas e apreensões em 14 endereços de pessoas ligadas ao governador e na Secretaria de Saúde em Manaus.

De acordo com nota enviada ao portal, o governador não estava no local, pois cumpria agenda de trabalho em Brasília. Porém, ainda segundo nota, ele está retornando para o Estado.

As medidas foram determinadas pelo ministro Francisco Falcão, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), e incluem o bloqueio de bens no valor R$ 2,976 milhões, de 13 pessoas físicas e jurídicas, incluindo o governador Wilson Lima. 

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Segundo a investigação, foram identificadas compras superfaturadas de respiradores, direcionamento na contratação de empresa, lavagem de dinheiro e montagem de processos para encobrir os crimes praticados com a participação direta do governador.

Para a subprocuradora-geral da República, Lindôra Araújo, as investigações permitiram, até o momento, "evidenciar que se está diante da atuação de uma verdadeira organização criminosa”.

“Instalada nas estruturas estatais do governo do estado do Amazonas serve-se da situação de calamidade provocada pela pandemia de Covid-19 para obter ganhos financeiros ilícitos, em prejuízo do erário e do atendimento adequado à saúde da população", diz trecho do requerimento, segundo o G1.

Em um único contrato investigado, por exemplo, foi encontrada suspeita de superfaturamento de no mínimo R$ 496 mil. Entre as compras de respiradores, segundo investigação, há máquinas adquiridas por valor superior ou maior ao preço praticado no país durante a pandemia. A diferença no valor chega a 133%. 

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De acordo com a PF e o MPF, o esquema funcionava da seguinte forma: o governo do estado comprou 28 respiradores, sem licitação, de uma importadora de vinhos. Uma empresa fornecedora de equipamentos de saúde vendeu respiradores à adega por R$ 2,480 milhões. Porém, a importadora de vinhos revendeu os equipamentos para o estado por R$ 2,976 milhões. 

Após receber valores milionários em sua conta, a importadora de vinhos os repassou integralmente à organização de saúde. Registros encontrados pelos investigadores comprovam a ligação entre agentes públicos e empresários envolvidos na fraude. 

Em nota enviada ao G1, o governo do Amazonas disse que "aguarda o desenrolar e informações mais detalhadas da operação que a Polícia Federal realiza em Manaus para, posteriormente, se pronunciar sobre a ação". 

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