"Gosto amargo" na imprensa belga após eliminação dos 'Diabos Vermelhos'

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A decepção do meia belga Kevin De Bruyne após a derrota nas quartas-de-final da Eurocopa para a Itália em Munique em 2 de julho de 2021

"Um gosto amargo", "a geração de ouro talvez nunca ganhe", a imprensa belga oscilou entre a amargura e a preocupação com o futuro dos 'Diabos Vermelhos', neste sábado, um dia após a eliminação nas quartas de final da Eurocopa diante da Itália.

Para o jornal De Morgen, "a Itália foi forte demais, inteligente demais, boa demais".

Para o De Standaard, "depois de uma verdadeira montanha-russa de emoções, em que desesperança e esperança se alternaram, os 'Red Devils' não conseguiram (mais uma vez) estar à altura. O que resta depois de Munique é, portanto, um gosto amargo".

"No papel, esta geração de ouro merece mais do que uma eliminação nas quartas de final. Mas, na prática, tem sido muito difícil conseguir esse merecido prêmio", continua o jornal.

"Houve o Estádio Mané Garrincha, em Brasília em 2014 [quando a Bélgica foi eliminada do Mundial pela Argentina ao perder por 1 a 0], depois o estádio Pierre Mauroy em 2016 [derrota de 3 a 1 para o País de Gales na Euro-2016]. A partir de agora, a Arena Allianz estará entre os cemitérios que sepultaram os sonhos dos Diabos", afirma o francófono Sudpresse.

A Bélgica também foi eliminada pela França (1-0) nas semifinais da Copa do Mundo de 2018, na Rússia.

Para La Denière Heure/Les Sports, "a geração de ouro não vai conquistar um título este ano. E talvez nunca ganhe. Este novo fracasso será difícil de digerir", diz o jornal.

"Esta Itália vai ficar cada vez mais forte. E outras seleções também. O medo de ser deixada para trás definitivamente existe", acrescenta.

"Um novo trem passou", conclui Le Soir. "O último? Vamos fingir que não acreditamos, até a Copa do Mundo do Catar, em 17 meses", sentencia.

Se na Bélgica uma renovação da seleção começa a ser valorizada, por enquanto não respinga no técnico Roberto Martínez.

O espanhol, com contrato até o Mundial de 2022, não aparece entre os pedidos de dispensa feitos pela mídia local. Mas o treinador se mostrou mais enigmático: "Não quero falar no calor do momento. A hora de análise virá mais tarde".

bnl/iga/pm/aam

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