De "golpe duro" a "pena": candidatos ao título lamentam eliminação no Q1 em Goiânia

FELIPE NORONHA

O treino de classificação da Stock Car em Goiânia, neste sábado (23), teve sua dose de polêmica: se Gabriel Casagrande fez a pole, e Thiago Camilo sai logo atrás, quatro dos oito candidatos matemáticos ao título caíram no Q1. Isso porque o grupo dos líderes pegou a pista mais molhada que o grupo 2, quando os tempos baixaram. 

Desta forma: Cacá Bueno (16°), Rubens Barrichello (19°), Júlio Campos (20°) e Ricardo Maurício (27°) não conseguiram passar da primeira parte da sessão classificatória e vão largar na parte de trás do grid. Com isso, as chances de boa pontuação diminuem, e as esperanças de título podem ficar diminutas - ou até se evaporar de vez.

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Por isso, o GRANDE PRÊMIO foi questioná-los sobre se o atraso de 45 minutos pelo qual o treino passou, aé que a chuva diminuísse, foi correto. E opiniões diversas surgiram.

Cacá Bueno em Goiânia (Foto: Bruno Terena/RF1)

Bueno, por exemplo, não gostou nada da opção da direção de prova em tardar o início por tanto tempo: "Foi errada. Eu entendo a posição do diretor de prova que ele tem que esperar a melhor condição de pista possível, mas ele tem que conhecer o regulamento. Temos 2 grupos. 15 minutos antes de abrir os boxes já tinha condição segura de ser feita a classificação. Se esperou demais. Claramente, consequentemente, isso daria diferença de condição de pista para os grupos."

"Aconteceu, quase todo mundo do grupo 2 entrou no Q2. E isso eliminou vários candidatos ao título de uma condição de brigar. Liderei boa parte do Q1, fui sexto no meu grupo, e fiquei fora. Acho que tinha que ser tomado um cuidado. Conversei com outros pilotos e donos de equipe momentos pré-classificação e todos acharam que já tinha que estar aberto. Não acho que seja justo um grupo andar com uma pista 1s5 mais rápido. Para quem está fora é uma bagunça animada, mas para quem trabalhou o ano inteiro é um golpe duro de absorver", disse o piloto da Cimed.

Para Campos, a siuação causou desigualdade: "A gente tem esse tipo de tomada de tempo, a gente sabe que quando tem essa mudança de clima, a pista vai vir secando e não tem o que fazer. Sabemos que quem andou no grupo 1 não vai entrar, provavelmente, no Q2. E aconteceu com vários de nós. No meu caso bloqueou a frente por duas voltas e acabei não conseguindo fazer uma volta decente. Uma pena, porque ficou muito desigual", opinou.

Rubens Barrichello (Foto: Carsten Horst / Hyset)

Já Rubens Barrichello afirmou que já foi favorecido por tal situação, então entende que, quando prejudicado, não cabe reclamação: "Essas situações podem ser super positivas, mas também não. Tem hora que pode favorecer, tem hora que não tem jeito. Então não dá para reclamar disso."

"Eu acredito que a melhor chance do grupo 2 foi devido à bandeira vermelha, aquela sim deu mais tempo da pista dar uma melhorada (após batida de Denis Navarro). Uma pena, não tem muito o que fazer. Reclamar agora não leva a nada. Já fui tão favorecido por estar em outros grupos que hoje só não foi o caso."

Ricardo Maurício (Foto: Duda Bairros/Stock Car)

Por fim Ricardo Maurício, que é quem larga mais distante dos líderes, preferiu analisar a situação na qual se encontra para domingo pela falta de desempenho do carro da RC Eurofama, e não pelo clima.

"A gente sabe que tem essa regra. Tinha muita água, mas deixaram drenar bastante e, a partir do momento que liberaram, ia melhorar. Normalmente é assim. Quando os pilotos pedem liberação com segurança e não fazem, reclamam. Agora liberaram com segurança, reclamam. É assim. Está entre os 15 primeros, serão os primeiros a classificar. Podia ter caído mais água no grupo 2, mas não aconteceu. Não tenho do que reclamar. Sabia do risco. Meu carro não desempenhou, nem um pouco aliás", concluiu o #90.

Eles quatro largam às 11h do próximo domingo para a corrida 1 em Goiânia. Às 12h02 começa a corrida 2. O GRANDE PRÊMIO cobre tudo 'in loco' com o repórter Felipe Noronha. Acompanhe aqui



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