Goleada coloca em xeque esquema com Camilo e Montillo

A goleada de 4 a 1 sobre a Portuguesa, na noite de quinta-feira, foi a primeira do Botafogo na atual temporada. A equipe foi elogiada pela boa atuação, fato que fez aumentar os questionamentos sobre o esquema que vem sendo utilizado, com Camilo e Walter Montillo dividindo a criação de jogadas. Juntos, eles não conseguem fazer o time render o esperado. Diante da Lusa, o Alvinegro foi escalado com três volantes, com Bruno Silva e Fernandes sendo liberados para ajudarem Camilo na criação. Dessa vez o argentino ficou no banco de reservas, entrando no decorrer do confronto.

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Jair Ventura, técnico do Botafogo, evitou falar claramente, mas deu a entender que o esuqema com três volantes, que já tinha usado no decorrer do ano passado, é o seu preferido.

“Muito se vale da necessidade do camisa dez clássico, daquele jogador de meio de grande qualidade. Mas a ausência deles muito se deve ao fato de os volantes jogarem de maneira ofensiva. O Bruno Silva fez dois gols contra a Portuguesa. Na Seleção Brasileira, o Paulinho fez três contra o Uruguai. Portanto, jogar com três volantes não significa que seja jogar de maneira defensiva”, analisou Jair.

O treinador não antecipou se pretende manter o esquema no duelo contra o Resende, no próximo domingo, às 16h (de Brasília), no Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro (RJ), pela última rodada da Taça Rio, segundo turno do Campeonato Carioca. Neste jogo o lateral-esquerdo Víctor Luís e o atacante Rodrigo Pimpão voltam a ficar à disposição, após cumprirem suspensão contra a Portuguesa. Neste sábado o time treina pela manhã e depois começa o período de concentração.

Fora de campo o Conselho Deliberativo aprovou na noite de quinta-feira, curiosamente em uma reunião no mesmo horário do jogo contra a Portuguesa, as contas do clube do ano passado. Com mais de 50 conselheiros, o trabalho do presidente Carlos Eduardo Pereira foi aprovado por grande maioria, com apenas um voto contra e uma abstenção. Frederico Bastos, ligado à antiga diretoria alvinegra, votou contra as contas, enquanto que quem se absteve foi Antônio Carlos Mantuano, ex-vice de futebol na gestão do próprio Carlos Eduardo. O custo de R$ 13 milhões para a transformação do Estádio Luso-Brasileiro em Arena Botafogo foi o principal alvo de polêmica, assim como alguns pontos do contrato com a Rede Globo pelos direitos de gtransmissão. Mas nada que impedisse a aprovação com grande tranquilidade.