Gol e bola no travessão no clássico falam mais dos problemas do que das soluções do Vasco. Entenda

Felippe Rocha
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Os lances mais perigosos do Vasco contra o Botafogo, neste domingo, foram o que resultou no gol e a bola na trave. Isso é óbvio. A questão é que o gol saiu após uma cobrança de bola parada e a bola na trave foi colocada por MT, que novamente chamou atenção positivamente. Foram destaques da partida, mas existe uma limitação nesses pontos positivos.

Porque foi também de bola parada que nasceu o gol contra a Caldense. Existe uma dificuldade, não é de hoje, na confirmação do amadurecimento dos jogadores de meio-campo e ataque. O Cruz-Maltino segue sem conseguir um padrão de jogadas. É cedo. Mas ainda não consegue sob as ordens de Marcelo Cabo. Também com Marcelo Cabo.

Já a bola na trave foi um emblema da atuação de MT. Mas aí chegamos na constante dependência que o Vasco vem mostrando de seus jovens. Outro dia era Talles Magno, depois se acreditou em Vinícius, Gabriel Pec foi bem em jogos recentes... mas quando a esperança precisa virar realidade precocemente, a falta de consistência pode "queimar" os atletas com a torcida.

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Significa que o Vasco precisa evoluir taticamente e contratar. Tudo com a pressa que não pode resultar em escolhas ruins. Vale ressaltar que, até o momento, nada disso ocorreu. Todavia, é preciso dar cara ao time. Construir vitórias. Ganhar confiança. Coisas que são necessárias para a equipe evoluir e, consequentemente, evitar a pressão externa.

Ainda faltam meses para o início da prioridade cruz-maltina na temporada. Só que todo processo de construção exige tempo. O time de Marcelo Cabo precisa estar pronto já no início da Série B do Campeonato Brasileiro.