No "Globo Repórter", Gloria Maria lembra episódio racista: "Chamei a polícia"

Yahoo Vida e Estilo
Gloria Maria conta sua vivência com o racismo no "Globo Repórter". Foto: reprodução/TV Globo
Gloria Maria conta sua vivência com o racismo no "Globo Repórter". Foto: reprodução/TV Globo

Em meio à recuperação de um tratamento de saúde, Gloria Maria retornou ao “Globo Repórter” em uma participação especial na última sexta-feira (5), compartilhando um relato bem pessoal sobre sua vivência com o racismo. A apresentadora lembrou um caso de discriminação que a marcou e contou como conversa com as filhas, Laura e Maria, sobre os recentes acontecimentos envolvendo violência e preconceito racial no mundo.

Baixe o app do Yahoo Mail em menos de 1 minuto e receba todos os seus e-mails em um só lugar

Role para baixo para continuar lendo
Anúncio

Siga o Yahoo Vida e Estilo no Google News

Siga o Yahoo Vida e Estilo no InstagramFacebook e Twitter, e aproveite para se logar e deixar aqui abaixo o seu comentários.

O programa da TV Globo reexibiu um debate sobre o assunto, exibido originalmente no “Em Pauta”, da GloboNews, esta semana. Participaram da discussão os jornalistas negros Heraldo Pereira, Maju Coutinho, Zileide Silva, Flávia Oliveira, Aline Midlej e Lilian Ribeiro.

Leia também:

“Racismo é uma coisa que eu conheço, que eu vivi, desde sempre. E a gente vai aprendendo a se defender da maneira que pode. Eu tenho orgulho de ter sido a primeira pessoa no Brasil a usar a Lei Afonso Arinos, que punia o racismo, não como crime, mas como contravenção”, comentou Gloria.

A jornalista contou que foi barrada em um hotel. Na ocasião, um gerente disse que negro não podia entrar no estabelecimento. “Chamei a polícia e levei esse gerente do hotel aos tribunais. Ele foi expulso do Brasil, mas ele se livrou da acusação pagando uma multa ridícula. Porque o racismo, para muita gente, não vale nada, né? Só para quem sofre”, analisou.

Gloria contou ainda que os protestos motivados pela morte do segurança americano George Floyd, asfixiado ao ser detido por um policial no dia 25 de maio. “O difícil é contar para as minhas filhas, explicar pra elas, no momento em que elas estão assistindo a essas manifestação nos Estados Unidos e em vários países... Elas perguntam: ‘Mamãe, isso tudo está acontecendo, ele morreu, ele foi assassinado porque ele era negro?’. E eu tenho que dizer: ‘É, foi por isso’”, disse.

A apresentadora encerrou seu depoimento dizendo que espera que as meninas, hoje com 11 e 12 anos, cresçam em um mundo melhor. “Eu não sou muito otimista, mas eu acredito que, um dia, todo mundo vai ser visto como igual, ninguém vai ser discriminado por causa da cor da pele. Tomara que as minhas filhas não precisem viver o que a gente negro vive hoje”, afirmou.

Afastada da TV desde que descobriu um tumor no cérebro, Gloria se despediu do público com um “até breve”: “Logo, logo, nós vamos estar juntos de novo”.

Leia também