Globo só transmite final da superliga de vôlei e parece até "íntima" da modalidade

Juliana Damasceno

Quem acompanha o voleibol nacional, já sabe: ou assiste pela SporTV ou nada. Aliás, a temporada 2016/2017 já estava rolando desde outubro do ano passado, com jogos acirrados e grandes surpresas como um número inédito de atletas estrangeiras nos principais clubes brasileiros e ainda a ponteira paraibana Drussyla, de apenas 20 anos, que está voando como titular do campeão deste ano, o Rexona Sesc.

Ou Rio de Janeiro, como insistem em repetir os narradores Luiz Carlos Jr, que fez a transmissão pela Globo – no meio do Esporte Espetacular, que até parecia íntimo das quadras, sem ter transmitido um só jogo em seis meses- , e um confuso Jader Rocha, que dividiu a cabine de transmissão do SporTV com Carlão e Marco Freitas – que sabem tudo de voleibol.

A Globo achou que não ficaria para trás convidando Giba e Scheilla, que ficaram mais para beldades em seus postos – comentários tímidos e quase imperceptíveis num jogo emocionante de cinco sets. O jeito foi contar com as animadas intervenções de Tande, que estava bem próximo à quadra, quase como um repórter de campo.

Vale ressaltar o baita mico a que se submeteram as jogadoras: num quadro chamado “O Som dos Vestiários”, algumas delas dublaram sucessos nacionais como os de Maiara e Maraisa e Nego do Borel, como as canções que embalaram os treinos. Dani Lins, aliás, nem disfarçou a vergonha que estava em fazer aquilo.

Neste domingo decisivo, destaque mesmo vai para Bernardinho, que aproveitou o microfone de Marina Izidro da SporTV e agradeceu nominalmente à UNILEVER, pelo apoio à modalidade e à descoberta de novos talentos, depois de tantos e tantos anos de patrocínio ao time carioca. Não deu nem pra cortar ou editar.