Ginástica brasileira, medalhista com Rebeca, teve tradição forjada nos anos 2000

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***ARQUIVO*** Rio de Janeiro, RJ BRASIL. 17/06/2021; Retrato da ginasta brasileira, Rebeca Andrade.  (Foto: Ricardo Borges/Folhapress)
***ARQUIVO*** Rio de Janeiro, RJ BRASIL. 17/06/2021; Retrato da ginasta brasileira, Rebeca Andrade. (Foto: Ricardo Borges/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Rebeca Andrade escreveu um capítulo histórico da ginástica brasileira nesta quinta-feira (29). A ginasta de Guarulhos, que fechou sua apresentação no individual geral com "Baile de Favela", conquistou a medalha de prata nos Jogos de Tóquio.

O pódio olímpico inédito para uma ginasta brasileira, além de marcar também a primeira medalha do país no individual geral, coroa o trabalho realizado pela modalidade no Brasil nas últimas duas décadas.

A tradição brasileira na ginástica artística foi forjada a partir do bom desempenho dos atletas brasileiros em competições internacionais nas últimas duas décadas. Até as Olimpíadas de Tóquio, o Brasil somava 1 ouro, 2 pratas e 1 bronze divididos em dois aparelhos: solo e argolas.

A maior glória aconteceu nas Olimpíadas de Londres-2012, quando Arthur Zanetti foi campeão da competição de argolas.

Na ocasião, o favorito ao título era o chinês Chen Yibing, tetracampeão mundial (2006, 2007, 2010 e 2011) e campeão olímpico em Pequim-2008. Zanetti foi o último a se apresentar na final. Yibing tinha conseguido uma boa nota (15.800), mas o brasileiro fechou a prova e garantiu o ouro com 15.900.

Nos Jogos do Rio-2016, o desempenho foi superior, embora tenha faltado a medalha de ouro. Um dos favoritos nas argolas, Zanetti chegou à competição como atual campeão olímpico e campeão mundial em 2013. Os demais favoritos eram o chinês Liu Yang, campeão mundial em 2014, e o grego Eleftherios Petrounias, vencedor do Mundial de 2015.

Era esperado alto nível técnico na prova, o que de fato aconteceu. Petrounias acabou com o ouro, seguido por Zanetti e o russo Denis Ablyazin. Yang acabou em quarto lugar.

Na edição dos Jogos realizada no país, o Brasil conseguiu, pela primeira vez na história da ginástica artística, colocar dois atletas no pódio com medalhas no solo. Diego Hypólito ganhou a prata, com Arthur Nory conquistando o bronze. A vitória ficou com o britânico Max Whitlock, vice-campeão mundial neste aparelho em 2015.

No femininino, o esporte brasileiro ainda não havia conquistado medalha. As mulheres despontaram antes dos homens, com bons resultados de Daniele Hypólito e Daiane dos Santos em etapas da Copa do Mundo. Daiane se tornaria a primeira brasileira campeã mundial, em 2003, quando ganhou a prova de solo em Anaheim, nos Estados Unidos.

Em Olimpíadas, porém, Daiane falhou na final do solo em Atenas-2004. Acabou na quinta posição. Quatro anos depois, a ginasta ajudou o Brasil a fazer pela primeira vez uma final por equipes. A seleção feminina terminou na 7ª posição. No solo, Daiane ficou em 6º lugar.

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