Gestora do Curitiba Vôlei se defende em caso de racismo de Aninha e demissão de treinador via WhatsApp

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Ex-tenista, Giselle Miró é gerente do Curitiba Vôlei (Diego Wladyka)
Ex-tenista, Giselle Miró é gerente do Curitiba Vôlei (Diego Wladyka)

A gestora do Curitiba Vôlei, Gisele Miró, tentou esclarecer em entrevista exclusiva algumas acusações e publicações feitas pelo jornal Estadão, em torno do tratamento dado ao técnico Clésio Prado, supostamente demitido via WhatsApp, e anteriormente, a atleta Aninha, que alegou racismo e maus tratos por parte da dirigente. 

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Há algumas semanas, Miró sofreu uma avalanche de críticas, ao ter uma declaração de uma de suas atletas, a jogadora Aninha. As denúncias caíram como uma bomba, com informações difundidas em vários sites especializados e refletiram posteriormente, na saída de patrocinadores. Mas, segundo ela, os fatos não tiveram conexão entre si. 

- Sobre o que se refere a Universidade que foi vendida no início do ano, nosso contrato previa terminar em maio. Por conta da pandemia foi encerrado antecipadamente. Acho importante explicar isso certinho porque Curitiba ama vôlei e o público é extremamente agradecido e fiel aos nossos apoiadores. Quero aproveitar para agradecer ao Grupo Positivo pela estrutura oferecida ao Curitiba Vôlei.

A polêmica envolvendo a atleta Aninha foi colocada em xeque por Gisele. A jogadora alegou perseguição para o jornal Estadão, dizendo que ela foi despejada de sua quitinete e não teve nenhum tipo de aviso ou relocação.

- Não entendi até agora quais foram as reais intenções da Aninha. Foram ataques injustos e até covardes por tudo que já foi feito por ela. Apresentei todas as provas, recibos, fotos, comprovei os atendimentos do médico e da fisioterapeuta. Ela mesma se contradisse várias vezes. Em quatro anos jamais tinha tido nenhuma reclamação da quitinete e olhe que várias atletas de renome se hospedaram lá.  Não sei qual a verdadeira intenção da atleta se era levar alguma vantagem já que virou modelo, mas a atitude irresponsável me fez repensar se tudo isso realmente vale a pena. 

Após dizer no Instagram que sofria discriminação, Aninha sofreu inúmeros ataques de cunho racista em seu perfil. Segundo a gestora, o tratamento com a líbero, jamais teve conotação de racismo e sim, estava tudo previsto no contrato. A frase de ódio verbalizada por usuários segue na contramão dos ideais do projeto, especialmente como a publicação foi feita com as respectivas acusações, questiona Miró.

- O cúmulo foi a atleta usar um trecho de uma reportagem comigo que postada fora de contexto em sua rede social deu início ao triste episódio de racismo. Pergunte para a Aninha o que ela tem a dizer de uma companheira de equipe da República Dominicana. Não tolero qualquer forma de discriminação. 

Recentemente, o jornal Estadão publicou que o treinador Clésio Prado foi demitido via WhatsApp. Temendo questões como indenização por danos morais, quais serão as ações a serem tomadas? Qual é a posição do clube sobre este fato? O que há de verdade? 

- Tirando o fato de que nosso último contato tenha sido por WhatsApp. Nada! Nenhuma verdade. Foram sete matérias seguidas de fúria contra um projeto que o repórter não conhece. A temporada já havia acabado e os contratos já estavam todos finalizados. Eu e o Clesio já conversamos sobre isso! Matéria ultrapassada. 

Miró pretende manter o projeto para a disputa da Superliga e já busca novos investimentos. Debutando na competição nacional, em seu primeiro ano disputando a Superliga, a equipe do Curitiba Vôlei chegou a fase de playoffs. Por conta da pandemia, o torneio acabou sem campeão.

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