Gerson Gusmão fala sobre rotatividade dos cargos e nível da Série B

Futebol Latino
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O técnico Gerson Gusmão fez um dois mais longevos trabalhos do futebol brasileiro na sua trajetória recente pelo Operário-PR.

Foram quatro anos e seis meses à frente da equipe em trabalho onde Gerson assumiu a equipe na Série D do Brasileirão e, diante de uma ascensão notória, levou à segunda divisão nacional. Gerson deixou o comando da equipe na 10º colocação depois de perder para o Cruzeiro no fim do último mês de outubro.

Entretanto, a pressão por bons resultados acabou colocando um fim na longa parceria entre o time e o profissional na Série B do Campeonato Brasileiro, algo relativamente comum se observamos os resultados de estudo feito pelo Centro Internacional de Estudos Esportivos (CIES) ainda em junho desse ano apontando o torneio com maior rotatividade de técnicos.

O treinador aproveitou justamente para falar sobre como enxerga essa rotatividade constante nos cargos:

- Acho que a troca de treinadores é parte da cultura do futebol brasileiro. Uma sequência ruim e é mais fácil trocar o treinador, e também é uma resposta à cobranças de torcida e imprensa. Então vejo com uma coisa rotineira, que já acontece há um bom tempo. Gostaria que fosse diferente, se os técnicos pudessem ter um pouco mais de tempo pra trabalhar, acredito que o nível técnico das equipes subiria sem essa pressão de ter que defender o emprego a cada rodada. Acho que a Série B é uma competição que não se tem muita paciência - disse.

Hoje sem clube, Gerson falou sobre como vê o equilíbrio do torneio em 2020.

- Eu vejo a Série B esse ano muito nivelada, com algumas equipes que fizeram um primeiro turno muito bom e outras que cresceram durante o turno. Não tenho duvidas de que haverão outras que vão crescer e deixar ainda mais nivelado. Entendo que a disputa está bem mais parelha que 2019. Acredito que as vagas vão ficar em aberto durante o segundo turno até as últimas rodadas - finalizou o treinador.