Conheça os gêmeos que praticam o mesmo esporte e você não sabia

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(Reprodução)
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Casos de irmãos que fizeram sucesso em um mesmo esporte são um tanto comuns. Venus e Serena Williams no tênis, Zico, Edu, Antunes e Nando no futebol, Seth e Stephen Curry, Marc e Paul Gasol no basquete são alguns exemplos entre tantos outros. Já histórias de gêmeos de sucesso são um pouco mais raras. 

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Confira algumas delas: 

No futebol

Os laterais Rafael e Fábio da Silva saíram da base do Fluminense para o Manchester United ao completarem 18 anos, em 2008. Rafael fez 170 partidas em 7 anos pelos ‘Red Devils’ e conquistou oito títulos. Já Fábio não teve tantas oportunidades em Manchester e passou por outros clubes menores do futebol inglês antes de ir para o Nantes da França em 2018, reencontrando o irmão que já estava lá desde 2015, defendendo o Lyon. Ambos foram convocados para Seleção Brasileira tanto de base quanto principal. 

Tanto Rafael quanto Fábio jogaram no exterior (John Peters/Manchester United via Getty Images)
Tanto Rafael quanto Fábio jogaram no exterior (John Peters/Manchester United via Getty Images)

Os gêmeos paraguaios Ángel e Óscar Romero nasceram em 1992 e jogaram juntos na base e nos profissionais do Cerro Porteño, onde conquistaram dois campeonatos nacionais, e na Seleção do Paraguai. O atacante Ángel foi para o Corinthians em 2014 e se tornou o maior artilheiro da Arena Corinthians, com 27 gols, e o estrangeiro com mais jogos pelo clube (222). Já o meia Óscar saiu em 2015 para o Racing, da Argentina, e de lá para o Shanghai Shenhua, da China, em 2017. Também passou pelo espanhol Deportivo Alavés. Em 2019, Ángel foi para o San Lorenzo, onde reencontrou Óscar e voltaram a jogar juntos.

No tênis 

Dois minutos separam o nascimento dos gêmeos Bob e Mike Bryan, considerada por muitos a maior dupla de tenistas da história. Atuando juntos, os californianos nascidos em 1978 venceram 16 Grand Slams, mais um ouro (2012) e um bronze (2008) nos Jogos Olímpicos. Mike ainda conquistou 2 Grand Slams ao lado de Jack Sock e uma medalha de bronze (2012) nas duplas mistas com Lisa Raymond. Eles também têm Grand Slams em duplas mistas: Bob leva vantagem, com sete títulos contra quatro de Mike. Em finais mistas diretas, um título para cada: Mike venceu o US Open de 2002 e Bob deu o troco em Wimbledon 2008. Os irmãos já anunciaram que 2020 será a última temporada de ambos no circuito profissional.

Quase século antes dos irmãos Bryan virem ao mundo, Herbert e Wilfred Baddeley já brilhavam nas quadras de Wimbledon. Juntos, disputaram seis finais de duplas na “grama sagrada” entre 1891 e 1897, vencendo quatro delas. Wilfred, o mais velho, também disputou seis finais seguidas do torneio de simples, de 1891 a 1896, e venceu três. Nascidos em 1872, deixaram a carreira após a derrota nas duplas em 1897, aos 25 anos, e foram se dedicar ao escritório de advocacia da família. A parceria seguiu até 1919, quando se aposentaram. Ambos morreram na França: Wilfred em 1929 e Herbert dois anos depois.

Os irmãos Baddeley fizeram sucesso no passado (Keystone Features/Getty Images)
Os irmãos Baddeley fizeram sucesso no passado (Keystone Features/Getty Images)

No basquete

Ao contrário do futebol e do tênis, o basquete norte-americano parece “escolher” um dos gêmeos no quesito sucesso. As irmãs Ashley e Courtney Paris, nascidas em 1987, são um bom exemplo. Apesar do sucesso jogando juntas pela Universidade de Oklahoma, Courtney já dava sinais de que poderia ir mais longe: é a única atleta, entre homens e mulheres, a alcançar as 700 pontos, 500 rebotes e 100 bloqueios em uma só temporada do basquete universitário (NCAA). Na WNBA, o abismo aumentou: Ashley não conseguiu se firmar em nenhuma equipe e Courtney foi líder em rebotes nas temporadas de 2014 e 2015 e campeão pelo Seattle Storm em 2018.

As irmãs Paris arrasavam nas quadras (AP Photo/Bill Kostroun)
As irmãs Paris arrasavam nas quadras (AP Photo/Bill Kostroun)

Outro exemplo de gêmeos que não repetiram no basquete profissional o sucesso do universitário é o de Jason e Jarron Collins. Nascidos em 1978, entraram para a história da Stanford University: Jason deixou a equipe em 2001 com o maior percentual de arremessos certos da história e em terceiro no ranking de bloqueios; Jarron entrou para o Top 10 em quatro categorias (rebotes, bloqueios, percentual de arremessos certos e partidas disputadas). Na NBA, não alcançaram grandes feitos como jogadores, mas entraram para a história cada qual à sua maneira. Jason, que deixou as quadras em 2014, se assumiu gay um ano antes e foi o primeiro atleta declaradamente homossexual a jogar em uma das grandes ligas norte-americanas (NBA, NFL, MLB e NHL). Jarron encerrou a carreira de atleta antes, em 2011, tornou-se treinador e conquistou três títulos da NBA (2015, 2017 e 2018) como assistente técnico do Golden State Warriors.

Jason e Jarron Collins atenderam Stanford University (Nicholas Hunt/Getty Images for Glamour)
Jason e Jarron Collins atenderam Stanford University (Nicholas Hunt/Getty Images for Glamour)

Voltando ainda mais no tempo, Harvey e Horace Grant nasceram em 1965 e levaram a disparidade na trajetória entre gêmeos no esporte a patamares mais elevados. Após jogarem pela Universidade de Oklahoma, Horace foi para o Chicago Bulls em 1987 e Harvey para o Washington Bullets no ano seguinte. Em 1991, Harvey ficou em segundo lugar entre os jogadores que mais progrediram na temporada. Já Horace ganhou o primeiro de seus três títulos consecutivos pelo Chicago Bulls, fazendo o “serviço sujo” para Michael Jordan e Scottie Pippen brilharem. Horace ainda foi campeão pelo Los Angeles Lakers em 2001 e vice em 2004, quando se aposentou. Harvey, por sua vez, já estava longe das quadras desde 1999.

A dupla nasceu em 1965 (Ronald C. Modra/Getty Images)
A dupla nasceu em 1965 (Ronald C. Modra/Getty Images)

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