Gelo no sangue: quarterback mais novo nos playoffs, Joe Burrow comanda Bengals no sonho do Super Bowl

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Gelo no sangue. A expressão popularizada no Brasil porMarcos Braz pode ser utilizada para definir outra grande personalidade dofutebol. Mas não o da bola redonda, e sim oval. Joe Burrow, do CincinnatiBengals, franquia da liga de futebol americano dos EUA (NFL) é conhecido pela friezaem momentos de pressão. Mesmo com pouca idade — com 25 anos recém completados,é o quarterback mais novo entre os quatro das finais de conferência da NFL —,Burrow liderou os Bengals para a primeira decisão de Conferência Americana em34 anos. E não quer parar por aí.

— Estou cansado da narrativa de azarão. Nós somos um timemuito, muito bom. Estamos aqui para fazer barulho — falou após a vitóriaeletrizante sobre o favorito Tennessee Titans na última fase dos playoffs.

Filho de Jim Burrow, ex-jogador do Green Bay Packers eex-técnico da universidade do estado de Ohio, Joe sempre teve o esporte naveia. No ensino médio, jogava futebol americano e basquete. Quando formando,chegou a ser nomeado o melhor armador do estado. Mesmo assim, optou pela bolaoval. Pelo desempenho dentro de campo, foi recrutado pela universidade em queseu pai era o treinador como um atleta de nível quatro estrelas.

Foram três anos sem muito brilho e espaço na Ohio State atéque Burrow decidisse se transferir para a universidade do estado de Louisiana(LSU). Na primeira temporada na faculdade, o quarterback liderou o time a umacampanha de dez vitórias, incluindo um título do Fiesta Bowl — os bowls sãobasicamente jogos de grande visibilidade, entre transmissões de televisão,público presente e patrocínios, que reúnem universidades com boas campanhas parauma partida de fim de temporada — e três derrotas.

No ano seguinte, em 2019, Joe Burrow explodiu para o mundo. Comuma temporada de 5.671 jardas e 60 passes para touchdown, um recorde no futebolamericano universitário, o camisa 9 levou os Tigres da LSU ao título doCampeonato Nacional. O recorde do time foi perfeito. 15 vitórias, incluindo umagrande exibição na final contra Clemson — o quarterback passou para cincotouchdowns e correu para outro.

Todo esse desempenho rendeu a Burrow o troféu Heisman, dadoao melhor jogador universitário do ano, com 90,7% dos votos. Para muitosespecialistas essa foi a melhor temporada da história de um jogador defaculdade.

— Ele é o GOAT (melhor de todos os tempos). Ganhou ocampeonato para nós. Será para sempre uma lenda — falou Odell Beckham Junior, recebedorestrela da NFL e ex-jogador de LSU.

Com todas essas credencias, Burrow foi o primeiro jogador aser escolhido no draft de 2020, quando as franquias selecionam universitários.O Cincinnati Bengals foi quem levou a jovem promessa, com o sonho de um futuro recheadode alegrias e títulos.

No entanto, a primeira temporada na liga profissional foi umpesadelo para o camisa 9. Com o inexperiente Zac Taylor no comando técnico euma linha ofensiva que não passava segurança, o time só conseguiu quatrovitórias em 16 jogos — apenas duas com Joe Burrow, que rompeu os ligamentos dojoelho na semana 11 e perdeu o restante do ano.

A segunda temporada começou cheia de desconfianças, mas que aospoucos foram superadas. Com o recebedor Ja’Marr Chase, calouro que era, além degrande amigo, um dos seus principais alvos na LSU, Burrow, com estatísticas de520 passes para 4611 jardas e 34 touchdowns, comandou os Bengals a umaproveitamento de 10 vitórias e sete derrotas na temporada regular, que lhesrendeu uma vaga aos playoffs depois de seis anos.

Mesmo assim, o retrospecto ainda jogava contra. A franquia deCincinnati não ganhava um jogo de pós-temporada desde 1990. O tabu foi quebradona estreia nos playoffs, contra o Las Vegas Raiders, quando os Bengals vencerambem por 26 a 19.

Na fase seguinte, viria o principal desafio: o Tennessee Titans,melhor time da conferência na temporada regular, fora de casa. Numa partidaeletrizante, em que Burrow foi sackado pelos adversários nove vezes — umrecorde na pós-temporada —, a franquia de Cincinnati levou a melhor por 19-16. Com o grande jogo da defesa e um chute de Field Goal decisivo nos últimos quatro segundos, os Bengals encerraram ojejum de 34 anos sem chegar numa final da Conferência Americana.

Mas para chegar ao Super Bowl pela primeira vez desde 1988, Cincinnati precisa vencer, no próximo domingo, às 17h, o Kansas City Chiefs, que, lideradopor Patrick Mahomes, considerado o sucessor de Tom Brady, tem, há anos, um dosmelhores ataques da NFL. Como o próprio falou após a vitória sobre os Titans, Burrow e osBengals cansaram de serem as zebras. Quarterback e franquia querem dominar ojogo. E, como diz o ditado, nunca há hora melhor que o agora para começar afazer algo.

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