Gattuso se diz 'magoado' por denúncias de homofobia e sexismo na internet

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Gennaro Gattuso durante uma partida do Napoli contra a Roma, pelo Campeonato Italiano
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O técnico italiano Gennaro Gattuso afirmou na segunda-feira que se sentia "magoado" por ser alvo de uma campanha na internet que o acusa de ser homofóbico e sexista, com base em comentários que ele realmente fez quando era um jogador.

"Tive de encarar uma história que me magoou muito mais do que qualquer derrota ou suspensão", lamentou o ex-meia do Milan, atacado nas redes sociais em junho por torcedores do Tottenham que se opunham à sua contratação como técnico.

"O que lamento é não ter tido a oportunidade de me defender, de explicar que o que as pessoas disseram na Inglaterra não se referiam a mim", acrescentou em entrevista ao jornal Il Messaggero.

"Eles me descreveram como alguém que não sou e não havia nada a fazer", declarou.

A campanha online, batizada de #NoToGattuso (Não a Gattuso), foi decisiva para impedir o italiano de assinar com a equipe inglesa, afirmam os torcedores. O português Nuno Espírito Santo foi contratado como treinador dos Spurs em junho.

"Coisas ruins vêm do Facebook e do Twitter, onde qualquer mentira pode ser aplicada", observou o técnico italiano.

“Não tenho perfil (nas redes sociais) e não quero. Por que deveria me sentir insultado?”, questionou o campeão mundial de 2006.

A campanha '#NoToGattuso' destacou algumas das declarações mais polêmicas do italiano, algumas das quais foram feitas há 13 anos.

Durante a Eurocopa de 2008, Gattuso afirmou que se sentia "escandalizado" com a legalização do casamento homossexual na Espanha.

“Não concordo com casamentos entre homossexuais. Para mim é entre um homem e uma mulher”, disse à época. "Sim, isso me choca, porque acredito na família", acrescentou.

"Mas olha, estamos em 2008 e todos fazem o que querem", prosseguiu.

"Não gosto de mulheres no futebol. Sinto muito, mas é assim que as coisas são", declarou o ex-jogador em 2013, em reação à nomeação de Barbara Berlusconi, filha do ex-primeiro-ministro italiano e dono do Milan, Sílvio Berlusconi, como gerente do clube de Milão.

Gattuso foi demitido da Fiorentina em junho, três semanas após ser anunciado para comandar a equipe de Florença.

Embora o italiano não quisesse insistir no assunto, anunciou que "voltará em breve" e disse que está "também disponível para uma seleção nacional".

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