Garoto prodígio, Calderano é esperança de quebrar hegemonia asiática no tênis de mesa

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Na contramão de nomes mais badalados como Medina e Isaquias, o Brasil tem uma grande chance de medalha com Hugo Calderano, do tênis de mesa. O carioca de 25 anos vai estrear nos Jogos Olímpicos de Tóquio nesta segunda-feira, com horário ainda indefinido.

Número 7 do ranking mundial, ele chega credenciado pelos dois ouros que conquistou no Pan de Lima (simples e duplas), em 2019. Ele ainda conseguiu mais um bronze na competição por equipes e aposta também nas raízes nipônicas para se sentir à vontade na Ásia, continente que domina o esporte.

- Como todos sabem, os chineses são os favoritos, mas há muitos outros atletas que estão brigando por uma medalha. Diria que uns dez a 12 atletas, além dos chineses, também estão nessa briga. Acho que com a minha preparação vou chegar bem e nessa briga por medalha - afirma Calderano.

Aos 14 anos, ele se mudou para São Caetano do Sul, no ABC Paulista, e começou na Seleção Brasileira. Aos 15, derrotou Hugo Hoyama, o maior brasileiro da história do esporte, e depois desandou a conquistar títulos na base.

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Chineses só na semifinal?

Por ser cabeça de chave, ele estreia mais tarde, uma fase antes das oitavas de final. Além de eliminar dois jogos, seu ranqueamento também adiou eventual encontro com os chineses, que poderá enfrentar só a partir das semis. Para ele, isso não significa moleza.

-Teoricamente, é um ponto positivo não poder jogar contra os chineses antes da semifinal, mas é claro que há muitos outros jogadores que são muito fortes. A partir já da minha primeira partida, entre os 32, preciso estar muito concentrado, muito focado, porque todos ali são perigosos também- alerta.

Após a sua participação individual, Hugo também disputará o torneio por equipe com a seleção. O time, que conta ainda com Gustavo Tsuboi e Vitor Ishiy, alcançou importantes resultados nos últimos anos, como o quinto lugar no Mundial e na Copa do Mundo, em 2018.

- Acho que a equipe também tem condição de brigar com os melhores times. Se a gente for bem realista, a China é bem difícil de bater, mas todas as outras equipes a gente tem condição, sim, de ganhar e brigar por uma medalha inédita - concluiu.

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