Galvão completa 70 anos e recebe homenagem no 'Esporte Espetacular'


Principal narrador do Grupo Globo, Galvão Bueno completa 70 anos no próximo dia 21. Mesmo afastado do trabalho presencial no estúdio devido a pandemia do novo coronavírus, o jornalista será homenageado pelo 'Esporte Espetacular', que vai compilar depoimentos do narrador sobre três de seus principais bordões.

A primeira delas, é sobre a narração 'Ayrton Senna do Brasil', que veio segundos antes de uma das músicas mais famosas do esporte brasileiro logo após uma vitória do piloto que morreu em 1994.

- O coração ficou muito feliz. A alma ficou muito leve, os olhos ficaram cheios de lágrimas. Não tem como não se emocionar com aqueles momentos. A entrevista depois da corrida mostra o que era o Ayrton Senna. A determinação dele, a forma com que ele buscava as vitórias, a forma que se dedicava àquela que era a grande paixão da vida dele - disse Galvão.

Sobre o 'acabou, é tetra', Galvão lembra que nada daquele entusiamos foi planejado.

- Saiu na hora. Nunca nenhum bordão meu veio preparado. Aquilo ali foi a comemoração de um gol. Representou um gol para o Brasil quando o Baggio errou aquele pênalti e decidiu o título para o nosso lado. E a Itália também buscava o tetracampeonato naquela final. Passei a usar o "acabou" depois, e o "tetra" virou meme muito antes dessa febre das redes sociais - disse.

Por último, Galvão lembrará o grito de 'é prata, é prata, é prata, é prata', marcante no atletismo dos Jogos Olímpicos de Sydney, em 2000, com o revezamento 4x100m masculino.

- Você tem menos de 40 segundos para contar a história de oito países, 32 corredores em oito raias, passagens de bastão e ainda falar sobre o resultado da prova. Eu falei quatro vezes "é prata" e só vim me tocar disso depois de anos - disse.






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