Galo e Boca fazem jogo fraco na Argentina e ficam no 0 a 0

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Brazil's Atletico Mineiro Tche Tche (L) and Argentina's Boca Juniors Diego Gonzalez vie for the ball during their Copa Libertadores round of 16 first leg football match at La Bombonera Stadium in Buenos Aires, on July 13, 2021. (Photo by Marcelo Endelli / POOL / AFP) (Photo by MARCELO ENDELLI/POOL/AFP via Getty Images)

O Atlético-MG ficou no empate por 0 a 0 com o Boca Juniors no primeiro duelo das oitavas de final da Libertadores, nesta terça-feira, 13 de julho, no Estádio La Bombonera, em Buenos Aires.

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A partida não teve um grande volume ofensivo das duas equipes, que poucas vezes tiveram chances reais de abrir o placar. O Galo tinha mais qualidade técnica, mas não soube se impor no campo do rival, que seguiu sua estratégia de evitar o trabalho do meio de campo alvinegro à risca, anulando as principais armas brasileiras: Hulk, Nacho e Savarino.

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Um novo empate sem gols no duelo de volta, no dia 20 de julho, no Mineirão, levará a decisão da vaga às quartas de final para os pênaltis. Se o empate for com gols, o time argentino avançará na competição.

Sem ritmo de jogo?

O Boca não fazia uma partida oficial desde o dia 31 de maio, tendo apenas dois jogos-treinos no período. Parecia que os argentinos sentiriam mais o ritmo do jogo, mas não foi o que se viu em La Bombonera. O Galo colaborou para um ritmo mais cadenciado, já que os brasileiros não imprimiram grande velocidade no duelo.

Salvo pelo VAR

O Atlético-MG sofreu um gol no fim do primeiro tempo, marcado por Diego González. Porém, o VAR viu uma falta em uma disputa anterior em Nathan Silva e o tento foi anulado para a sorte atleticana.

Galo aceitava o jogo “enjoado” do Boca e chamou o rival para o seu campo

Tecnicamente, o Atlético era superior ao time argentino. Porém, o time mineiro não conseguia se impor e entrava na “pilha” xeneize, que catimbava, segurava o jogo. Assim, a equipe de Buenos Aires resolveu atacar mais e levou perigo à meta de Éverson.

Dupla “SavaHulk” e Nacho foram anulados

Savarino e Hulk até tentaram se encontrar durante o jogo. Mas, fora uma jogada individual ali, outra acolá, não conseguiram levar grande perigo ao gol do Boca Juniors. Miguel Angel Russo conseguiu neutralizar a dupla e ainda Nacho Fernández, que não estava 100% fisicamente, mas mesmo assim não conseguia articular bem o time.

Galo respeitou demais o Boca

Com mais time, mais ritmo de jogo, o Atlético perdeu a chance de se impor e conseguir sair com um resultado melhor. Respeitou muito o Boca, que está com uma equipe muito mexida e sem atuar desde de maio. Faltou mais ousadia ao time brasileiro.

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O Atlético tem mais elementos de qualidade na sua equipe. Porém, não se pode pensar que a fatura será resolvida de forma fácil em BH, no jogo de volta. Esse tipo de situação não é novidade para o time argentino, que ressurge muito bem em momentos complicados. Logo, o Galo terá de estar ainda mais focado no duelo do Mineirão para vencer no tempo normal.

Duelo de volta

Galo e Boca voltam a se enfrentar no dia 20 de julho, às 19h15, no Mineirão, pelo duelo de volta das oitavas de final da Libertadores. Antes, no dia 17, o time alvinegro terá pela frente o Corinthians, pelo Campeonato Brasileiro.

FICHA TÉCNICA DA PARTIDA

BOCA JUNIORS 0 X 0 ATLÉTICO-MG
Data: 13 de julho de 2021
Horário: 19h15 (de Brasília)
Local: La Bombonera, Buenos Aires (ARG)
Árbitro:Andres Rojas (COL)
Assistentes: Milciades Saldivar (PAR) e Eduardo Cardozo (PAR)
VAR: Derlis Lopez (PAR)
Cartões amarelos: Rojo(BOC), Pávon (BOC), Allan (ATL), Zaracho (ATL), Vargas (ATL), Hulk (ATL)
Cartões vermelhos:
Gols:

BOCA JUNIORS (Técnico: Miguel Angel Russo)

​Rossi; Isquierdóz, Weigandt e Rojo; Sandez, Rolón, Medina(Orsini, aos 26’-2ºT), Diego González (Varela, aos 26’-2ºT), Villa, Briasco e Pávon.

ATLÉTICO-MG (Técnico: Cuca)

Everson; Mariano, Réver(Dodô, aos 31’-2ºT) Júnior Alonso, Nathan Silva e Réver; Allan (Jair, aos 23’-2ºT), Tchê Tchê e Zaracho (Vargas, aos 23’-2ºT); Nacho (Calebe, aos 45’-2ºT) , Savarino (Dylan Borrero, aos 23’-2ºT) e Hulk

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