Galo falhou em sete das últimas nove vezes que precisou do 1 a 0

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Missão do Atlético na Sul-Americana não é tão simples quanto parece. Histórico do clube precisando vencer por 1 a 0 não é favorável (Bruno Cantini/Atlético)
Missão do Atlético na Sul-Americana não é tão simples quanto parece. Histórico do clube precisando vencer por 1 a 0 não é favorável (Bruno Cantini/Atlético)

Para chegar à final da Copa Sul-Americana pela primeira vez na sua história o Atlético-MG precisa vencer o Colón, por pelo menos 1 a 0, no jogo da volta, no Mineirão. Vitória simples é suficiente depois da derrota por 2 a 1, no primeiro jogo, na Argentina. Algo que parece simples, ainda mais para o clube que ficou marcado por viradas históricas recentemente. No entanto, o retrospecto atleticano nesta situação não é dos melhores. Nesta década, o time falhou em sete das nove vezes que jogava diante de sua torcida e precisava vencer apenas por 1 a 0 para sair vencedor do confronto ou pelo menos levar para a disputa de pênaltis.

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Certamente o torcedor atleticano vai entoar o “Eu acredito” diante do Colón, grito que ficou marcado pelas viradas do Galo diante de Newell’s Old Boys e Olímpia, pela Libertadores de 2013, e Corinthians e Flamengo, na Copa do Brasil de 2014. Nas quatro ocasiões o Galo precisava vencer por 2 a 0 para levar para os pênaltis. E foi o que aconteceu nos duelos continentais. Já nos clássicos nacionais duas goleadas por 4 a 1.

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Confrontos que fazem o 1 a 0 parecer uma tarefa bastante simples. No entanto, não é o que tem ocorrido. Inclusive, o atual elenco perdeu o título do Campeonato Mineiro em situação semelhante. Derrota para o Cruzeiro, por 2 a 1, na ida, no Mineirão. O jogo da volta foi no Independência e o Galo precisava vencer por um gol de diferença para ficar com o título. No fim, empate em 1 a 1 e o troféu ficou com o rival.

Por outro lado, nesta edição da Sul-Americana, o Atlético eliminou o Union La Calera, do Chile, após derrota por 1 a 0 e devolução do placar na volta. Na disputa de pênaltis a estrela do goleiro Victor brilhou mais uma vez o Galo seguiu na competição ao vencer por 3 a 0. O camisa 1 atleticano pegou todas as cobranças da equipe chilena.

Em 2017, contra o Paraná, nas oitavas de final da Copa do Brasil, o Atlético também conseguiu a virada nesse cenário. Fora de casa, em Curitiba, derrota por 3 a 2. Na volta, mais uma vez no Independência, a equipe alvinegra precisava apenas do 1 a 0. Conseguiu até mais, venceu por 2 a 0, com gols de Otero e Fred.

Portanto, o que parece algo simples, vencer por apenas 1 a 0, tem se mostrado o contrário para o Atlético. Com o time numa sequência de atuações ruins e acumulando derrotas, foram seis nas últimas oito partidas, sendo quatro consecutivas, jogadores e comissão técnica precisarão mostrar algo mais, para não engordar a estatística que já não é nada boa.

Quando o Atlético precisou fazer 1 a 0 nesta década

Grêmio Prudente – 2ª fase da Copa do Brasil de 2011 – 2x1 e 0x0
Atlético Nacional – oitavas de final da Libertadores de 2014 – 1x0 e 1x1
América – final do Campeonato Mineiro de 2016 – 2x1 e 1x1
São Paulo – quartas de final da Copa Libertadores de 2016 – 1x0 e 1x2*
Paraná – oitavas de final da Copa do Brasil de 2017 – 3x2 e 0x2
Jorge Wilstermann – oitavas de final da Libertadores de 2017 – 1x0 e 0x0
San Lorenzo – 1ª fase da Sul-Americana de 2018 – 1x0 e 0x0
Cruzeiro – final do Campeonato Mineiro de 2019 – 2x1 e 1x1
Union La Calera - 2ª fase da Sul-Americana de 2019 - 1x0 e 0x1 (0x3)**

* São Paulo avançou pelo critério do gol qualificado
** Classificação do Atlético na disputa de pênaltis

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